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COMBATE AO CRIME

Operação da Polícia Federal apura crimes sexuais em SC

Foram cumpridos três mandados nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Operação da Polícia Federal apura crimes sexuais em SC | Foto: divulgação/Polícia Federal
Operação da Polícia Federal apura crimes sexuais em SC | Foto: divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Somnus em Santa Catarina e mais quarto estados. A operação tem com o objetivo de apurar crimes contra a dignidade sexual praticados, segundo as investigações, por meio da internet e com atuação em rede transnacional.

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

Investigação começou após alerta da Europol

As investigações tiveram início em 2025, após o recebimento de informações oriundas de cooperação policial internacional por meio da Europol, envolvendo mais de 20 países. Os dados apontaram a atuação de redes transnacionais voltadas à difusão e troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

De acordo com a Polícia Federal, sete brasileiros são investigados por possível participação no esquema criminoso.

Mensagens analisadas durante a investigação revelaram que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias.

Polícia Federal cumpre mandados em Santa Catarina

Durante a operação desta quarta-feira, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados às atividades investigadas.

O material recolhido passará por perícia para aprofundamento das apurações.

Crimes investigados

Segundo a PF, as condutas podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais que possam ser identificadas ao longo das investigações.

No Brasil, os fatos também se enquadram na Lei que atribuiu à Polícia Federal a competência para investigar crimes praticados pela internet envolvendo a propagação de conteúdo misógino.

A corporação destacou que foram identificados indícios de expressão manifesta de ódio, repulsa e objetificação da mulher, o que demanda resposta estatal integrada e cooperação internacional para o enfrentamento desse tipo de crime.

As investigações seguem em andamento.

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