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FRAUDE FINANCEIRA

Operação Blind Eye combate esquema que desviou mais de R$ 330 mil em SC

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em investigação que apura esquema que desviou mais de R$ 330 mil em SC

• Atualizado

Ricardo Souza

Por Ricardo Souza

Operação Blind Eye combate esquema que desviou mais de R$ 330 mil em SC – Foto: Gaeco/SC
Operação Blind Eye combate esquema que desviou mais de R$ 330 mil em SC – Foto: Gaeco/SC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGAECO, deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação Blind Eye, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude financeira e lavagem de dinheiro que desviou mais de R$ 330 mil de uma instituição de ensino superior sediada em Santa Catarina. A ação foi realizada em conjunto com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó e resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e Rio Grande do Sul.

Segundo as investigações, o esquema envolveu uma rede de colaboradores que atuaram como “laranjas conscientes”, responsáveis por receber e pulverizar os valores desviados. Seis pessoas foram identificadas como alvos centrais da operação. A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados, o que permitiu rastrear a movimentação financeira e identificar diversas contas utilizadas para fragmentar o dinheiro, prática comum em esquemas de lavagem para dificultar o rastreamento dos recursos.

A apuração revelou que o crime foi cometido com o uso de malwares bancários avançados, capazes de capturar as credenciais de acesso de uma funcionária da instituição. Em uma ação rápida e coordenada, os criminosos realizaram transferências via Pix, TED e pagamento de boletos, totalizando um prejuízo de R$ 339.930. Para tentar ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizou infraestrutura internacional, incluindo VPNs com servidores na Holanda, mas a análise técnica conseguiu mapear todo o caminho dos valores.

De acordo com o Ministério Público, os titulares das contas usadas no esquema não foram vítimas, mas participantes ativos da fraude, que teriam cedido conscientemente seus dados bancários em troca de vantagens financeiras. A operação contou com o apoio do GAECO de Goiás e das Polícias Civis de Goiás e do Rio Grande do Sul durante o cumprimento dos mandados.

O nome da operação faz referência à Teoria da Cegueira Deliberada, que caracteriza a conduta de pessoas que ignoram intencionalmente indícios claros de ilegalidade para obter lucro. Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia, e as investigações seguem sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas à medida que os autos forem tornados públicos.

GAECO e CyberGAECO 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa composta, em Santa Catarina, pelo Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.   

O CyberGAECO é uma força-tarefa especializada, inserida na estrutura do GAECO, formada por integrantes do Ministério Público de Santa Catarina, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Penal, para identificar, buscar prevenir e reprimir infrações penais praticadas em ambientes virtuais. 

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