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Duplo homicídio

Mulher que matou namorado e amiga pode ir a júri popular

Justiça analisa se jovem será julgada por morte de namorado e amiga em SP.

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Mulher que matou namorado e amiga pode ir a júri popular | Foto: Polícia Civil/Reprodução
Mulher que matou namorado e amiga pode ir a júri popular | Foto: Polícia Civil/Reprodução

A Justiça de São Paulo deu início, nesta terça-feira (31), a uma nova fase do processo que investiga a universitária Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, acusada de provocar a morte do namorado e de uma amiga dele após perseguição de carro. Agora, o Judiciário irá decidir se a jovem será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O crime ocorreu em dezembro de 2025, na zona sul da capital paulista. Na ocasião, Geovanna teria perseguido o então namorado, Raphael Canuto Costa, também de 21 anos, que estava em uma motocicleta acompanhado de Joyce Correa da Silva, de 19. Ambos morreram ainda no local.

Nesta etapa do processo, foi realizada a audiência de instrução no Fórum Criminal da Barra Funda. Durante a sessão, testemunhas foram ouvidas e a acusada prestou depoimento. Com o encerramento dessa fase, o caso segue para as alegações finais, quando acusação e defesa apresentam seus argumentos por escrito. A decisão sobre o envio ao júri popular deve ocorrer após a análise desses documentos, mas não há prazo definido.

Comportamento da jovem

Ao longo da investigação, testemunhas relataram que a jovem apresentava comportamento ciumento e obsessivo. A própria madrasta, que estava no carro no momento do atropelamento, confirmou a versão.

De acordo com depoimento de um amigo da acusada, ela teria confessado o crime logo após o ocorrido. Segundo o relato, a jovem foi até o local de trabalho dele e afirmou que havia atropelado o namorado e a mulher que o acompanhava.

Outras testemunhas também apontaram episódios anteriores de agressividade. Uma amiga do casal declarou que os ciúmes da universitária eram infundados, enquanto outro depoimento indicou que ela já havia tentado agredir duas mulheres antes do crime.

Mensagens anexadas ao inquérito reforçam o histórico de ameaças. Em uma delas, Geovanna teria afirmado que mataria o namorado com uma faca. O jovem, por sua vez, respondeu que o comportamento da companheira havia ultrapassado os limites.

A madrasta da acusada relatou ainda que decidiu acompanhá-la até o local por preocupação com o estado emocional da jovem, citando um histórico psiquiátrico.

A defesa apresentou laudos médicos que indicam diagnóstico de depressão e acompanhamento psiquiátrico. Segundo os documentos, Geovanna faz uso de medicamentos controlados e já apresentou ideação suicida. O histórico aponta que a condição é acompanhada desde a adolescência, com agravamento recente em 2025.

A documentação também revela que a jovem chegou a solicitar benefício por incapacidade temporária junto ao INSS, tendo sido afastada por dois meses após avaliação médica.

*Com informações do portal Metrópoles

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