MP avalia exumação do corpo do cão Orelha para aprofundar investigação
Medida é avaliada pelo MP-SC para esclarecer inconsistências apontadas na análise do inquérito policial
• Atualizado
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) avalia a possibilidade de solicitar a exumação do corpo do cão Orelha, morto após agressões na Praia Brava, em Florianópolis. A medida é considerada como parte de diligências complementares e não está descartada, podendo ser adotada para esclarecer lacunas identificadas durante a análise do inquérito policial.
De acordo com o MPSC, uma avaliação preliminar dos autos encaminhados pela Polícia Civil apontou inconsistências que dificultam a reconstrução precisa da dinâmica dos fatos. Diante disso, a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, entenderam ser necessárias novas apurações, incluindo a adoção de medidas técnicas adicionais.
No âmbito da Infância e Juventude, foram identificadas falhas no boletim de ocorrência relacionadas à possível participação de adolescentes. O procedimento tramita sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Paralelamente, a Promotoria Criminal investiga suspeitas de coação no curso do processo e de ameaça, envolvendo familiares de adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da região.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na última terça-feira (3), apontando o envolvimento de adolescentes na morte do animal, com pedido de internação de um deles, além do indiciamento de três adultos por coação a testemunha. Segundo o MP-SC, novas medidas devem ser formalizadas nos próximos dias, após a requisição de diligências complementares, que podem incluir a exumação como instrumento para o aprofundamento das investigações.
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