Motorista que matou pedestres no Carnaval de 2016 é condenado
Crime ocorreu após festa na Praia Brava, durante o Carnaval de 2016. Motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas
• Atualizado
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve, nesta quinta-feira (19/2), a condenação do motorista acusado de provocar um grave acidente durante o carnaval de 2016, em Florianópolis. O réu foi sentenciado a sete anos e oito meses de reclusão, em regime semiaberto, e poderá recorrer da decisão.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em fevereiro de 2016, após o acusado passar a noite em uma festa na Praia Brava. Ao deixar o local conduzindo uma caminhonete sob efeito de álcool, ele atingiu três pedestres na região da Tapera. Uma das vítimas morreu no local. As outras duas ficaram feridas, sendo que uma delas faleceu em outubro de 2018 em decorrência das lesões sofridas.
Conforme apurado durante a investigação, o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção e conduzia o veículo de maneira incompatível com as condições da via. Testemunhas relataram que ele trafegava em zigue-zague, realizava ultrapassagens perigosas e chegou a circular pelo acostamento momentos antes do impacto. Após atropelar as vítimas, o condutor deixou o local sem prestar socorro.
Ao longo do processo, o MPSC atuou para que o caso fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público também requereu o reconhecimento da prescrição do crime de omissão de socorro, pedido que foi acolhido pela Justiça.
Atuaram na sessão do Tribunal do Júri a promotora de Justiça Priscila Teixeira Colombo, com o apoio do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gejuri), representado pelos promotores de Justiça Bruno Poerschke Vieira e Marcelo Sebastião Netto de Campos.
Segundo o MPSC, o Gejuri tem como finalidade prestar suporte e atuar de forma articulada com as Promotorias de Justiça nos processos mais complexos relacionados a crimes dolosos contra a vida, especialmente em casos de maior gravidade e elevado grau de periculosidade. O grupo também auxilia promotores de Justiça em início de carreira.
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