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INVESTIGAÇÃO

Morto em confronto com a Polícia Civil em SC é suspeito de matar jovens de MG

Investigado por homicídios e sequestros que marcaram o último mês na Grande Florianópolis, suspeito morreu após reagir à abordagem policial.

• Atualizado

Ricardo Souza

Por Ricardo Souza

Morto em confronto com a Polícia Civil em SC é suspeito de matar jovens de MG – Foto: PCSC
Morto em confronto com a Polícia Civil em SC é suspeito de matar jovens de MG – Foto: PCSC

O homem que morreu em confronto com a Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (16), em Navegantes, é um dos principais suspeitos de envolvimento em crimes de tortura, homicídios e sequestros que marcaram o último mês na Grande Florianópolis.

Entre os casos investigados estão a morte de quatro jovens mineiros e o sequestro de um trio de amigos de São Paulo, que permaneceram dois dias em cárcere privado. A operação tinha como objetivo o cumprimento de dois mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão contra o suspeito, de 30 anos.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), o investigado era considerado de alta periculosidade e atuava a mando de uma facção criminosa. “Trata-se de um criminoso extremamente violento, investigado por crimes graves que chocaram Santa Catarina nos últimos meses, incluindo homicídios e sequestros com tortura”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o suspeito foi localizado em uma residência no bairro São Paulo, em Navegantes, após trabalho de inteligência da DRAS, com apoio da DIC de Itajaí. Durante a abordagem, o homem tentou reagir à prisão e efetuou disparos contra os policiais. Nenhum agente ficou ferido. Diante da agressão, houve revide, e o suspeito acabou sendo alvejado, morrendo no local.

O homem foi identificado como Antonio Anderson da Silva de Oliveira, conhecido pelo apelido de “Tio Sam”. Natural de São José (SC), ele possuía dois mandados de prisão em aberto e acumulava antecedentes criminais. Conforme a Polícia Civil, ele era um dos principais articuladores de ações criminosas ligadas ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

As investigações apontam que Antonio Anderson teve participação direta em sequestros ocorridos em dezembro e no início de janeiro, nos quais jovens foram mantidos em cativeiro por mais de dois dias, além de homicídios cometidos na região da Grande Florianópolis. Os crimes tiveram grande repercussão estadual pela brutalidade empregada contra as vítimas.

A Polícia Civil informou que todas as providências legais foram adotadas após o confronto e que as investigações continuam, já que outros envolvidos nos crimes seguem sendo procurados. A operação faz parte de uma ofensiva para desarticular o crime organizado e combater crimes violentos em Santa Catarina.

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