Clayton Ramos

Jornalista com 30 anos de carreira e apresentador do Tá Na Hora SC


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ENTREVISTA

Mãe de adolescente investigado pela morte do cão Orelha nega acusações e cobra provas

Mãe relata sofrimento da família durante a investigação do caso do cão Orelha, vítima de agressões na Praia Brava

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Foto: SCC SBT/Reprodução
Foto: SCC SBT/Reprodução

A mãe do adolescente investigado pela morte do cão Orelha concedeu entrevista ao SCC SBT e falou sobre o sofrimento da família diante da exposição do caso. Ela negou o envolvimento do filho na morte do cão comunitário na Praia Brava e afirmou que a família está sendo vítima de acusações sem provas.

Segundo a mulher, o filho não teria visto o cão Orelha durante o verão. Ela contou que tanto ela quanto o adolescente não sabiam da morte do animal e só tomaram conhecimento do caso no dia 13 de janeiro.

“É inadmissível acabar ou parar vidas apenas com suposições. Tem que ter provas, testemunhas, tem que ligar. Meu filho não viu esse cão na Praia Brava esse verão”, afirmou.

A investigação citou a abordagem do adolescente no Aeroporto Internacional de Florianópolis, após o retorno de uma viagem previamente programada aos Estados Unidos.

De acordo com a Polícia Civil (PCSC), durante a abordagem, um familiar teria apresentado comportamento considerado suspeito, o que teria motivado a apreensão de um boné e de um moletom. As peças foram posteriormente comparadas com imagens registradas na madrugada investigada.

Durante a entrevista, a mãe do adolescente contestou a versão.

“Isso não procede. Eu o levei o boné dentro da minha bolsa, com o intuito de em algum momento, se eu precisasse protegê-lo de alguma exposição, eu teria o boné”, explicou.

Segundo o relato, o jovem chegou a usar o boné normalmente diantes das autoridades, e o objeto foi entregue quando solicitado.

“Ele se confundiu”

De acordo com o delegado Renan Balbino, imagens de segurança mostram que o adolescente deixou o condomínio por volta das 5h25 e retornou às 5h58, horário compatível com a estimativa da agressão ao animal.

No depoimento, o adolescente afirmou inicialmente que não havia saído do condomínio. No entanto, o delegado informou que as imagens, testemunhas e as roupas utilizadas indicam que ele esteve na praia naquele período.

Ao ser questionada sobre divergências de horários apontadas pela investigação, a mulher afirmou que é difícil um adolescente de 15 anos reconstruir sua rotina após mais de 30 dias.

“Ele apenas se confundiu, mas isso não o coloca na cena do crime em hipótese alguma”, defendeu.

Coação a porteiro em investigação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) investiga a possível prática de coação no curso do processo e ameaças envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava. 

Sobre o episódio, a mãe relatou que houve apenas uma conversa com o objetivo de entender a situação e resolver o desentendimento.

Família abalada

A mãe relatou o impacto da investigação na rotina da família. “Estamos sem vida. Eu acordo, respiro durante o dia, choro e durmo. Está afetando a todo mundo, estamos recebendo ameaças de todos os lados, seja como pessoa, seja como pai, como mãe”, desabafou.

Abalada, a mulher pediu que “a verdade apareça”.

*Texto em colaboração com a produtora Sarah Falcão.

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