Investigação em SC leva à prisão por abuso em SP
Investigação teve início após os pais de um adolescente de Santa Catarina, procurarem a Polícia Civil
• Atualizado
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na prisão de um homem de 21 anos, nesta quinta-feira (5). A ação realizada por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Maravilha (DPCAMI), ocorreu em Gália, município no estado de São Paulo.
A investigação teve início após os pais de um adolescente de 13 anos, morador de Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, procurarem a Polícia Civil para denunciar crimes ocorridos no ambiente virtual. Segundo a Polícial Civil, o adolescente estava sendo aliciado pelo suspeito, que solicitava o envio de registros com conteúdo sexual.
Crimes investigados
Após a denúncia, a equipe da DPCAMI iniciou diligências que apontaram indícios da prática de estupro de vulnerável e armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual infantil.
Com o avanço da investigação e a identificação do suspeito, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário medidas cautelares. A Justiça autorizou dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, que foram cumpridos pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Gália.
A operação ocorreu durante o Dia D da Operação Mulher Segura, ação voltada ao enfrentamento de crimes contra mulheres, crianças e adolescentes.
Suspeito usava redes sociais para aliciar vítimas
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o suspeito utilizava plataformas digitais como TikTok e Telegram para aliciar vítimas e compartilhar conteúdos ilícitos. Além disso, o investigado também utilizava o jogo online Free Fire como meio de aproximação com crianças e adolescentes.
O suspeito foi preso e será apresentado em audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destaca a importância da supervisão das atividades online de crianças e adolescentes, especialmente em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online.
O órgão também orienta que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os menores sobre os riscos do ambiente digital, além de monitorar contatos e conteúdos acessados na internet.
*Sob supervisão do editor Pedro Corrêa
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