Cotidiano Compartilhar
VÍTIMA SE RECUPERAVA DE CIRURGIA

Homem que matou advogada Karize Lemos e escondeu corpo é condenado à prisão em SC

Karize Lemos foi morta enforcada enquanto se recuperava de uma cirurgia nos rins em Caçador; corpo foi encontrado 40 dias depois

• Atualizado

Gabriela Ferrarez

Por Gabriela Ferrarez

Karize Lemos foi assassinada pelo então companheiro em Caçador, em 2024 Foto: MPSC/Divulgação
Karize Lemos foi assassinada pelo então companheiro em Caçador, em 2024 Foto: MPSC/Divulgação

Eloid da Cruz Antunes foi condenado a 31 anos e 10 meses de prisão por matar a companheira, a advogada Karize Ana Fagundes Lemos, em Caçador. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri concluiu na quarta-feira (10) que Karize foi morta enforcada, enquanto se recuperava de uma cirurgia nos rins, e teve o corpo descartado na mata.

O caso ocorreu em 28 de setembro de 2024, mas o corpo da advogada ficou desaparecido por 40 dias. O pai de Karize conta que precisou passar por um cateterismo após a morte da filha. “A gente sofre muito. Foram 40 dias de muita angústia, e quando o corpo finalmente foi encontrado nem consegui fazer um velório decente, pois ele já estava em decomposição. A condenação não vai trazer a minha filha de volta, mas alivia um pouco o coração”, desabafou.

Homem que matou advogada Karize Lemos e escondeu corpo é condenado à prisão
Meses antes de ser asssassinada, Karize Lemos abriu o próprio escritório de advocacia Foto: MPSC/Divulgação

Eloid foi condenado por homicídio qualificado. O caso não se enquadrou como feminicídio porque a lei foi sancionada semanas após o assassinato da advogada.

Como Karize Lemos foi morta e Eloid preso

Meses antes de ser morta, Karize tinha comprado um carro e aberto o próprio escritório de advocacia. Durante a recuperação de uma cirurgia nos rins, disse que queria terminar a relação. Por ciúmes, Eloid a enforcou com uma corda de sisal cortada de um arranhador de gatos. Em seguida, enrolou o corpo em um cobertor, colocou-o dentro do carro, foi até um posto de combustível abastecer, saiu sem pagar e dirigiu por cerca de 150 km até Palmas, no Paraná. Após deixar o corpo em uma plantação de pinus, Eloid telefonou para dois amigos para confessar o crime e seguiu viagem.

Os amigos, por sua vez, decidiram ir até a delegacia contar os detalhes da ligação, desencadeando uma operação que contou com o apoio da Polícia Civil do Paraná. Eloid foi preso dois dias depois do crime em um motel em Guaíra, perto do Paraguai. No local, ele tentou cruzar a fronteira, mas não conseguiu porque ela estava fechada para obras.

Mesmo após a prisão, Eloid não contou onde havia deixado o corpo de Karize. Ela foi localizada com dados do celular, e sua identidade confirmada com a arcada dentária. O roupão que estava no corpo e o cobertor que a enrolava eram os mesmos que apareciam em fotos postadas anteriormente nas redes sociais.

Eloid também matou três gatos da vítima, que era apaixonada por animais e costumava resgatá-los da rua. Outros dois conseguiram fugir do local.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Receba NOTÍCIAS