Fábrica clandestina de sorvetes é interditada pela 2ª vez em Ituporanga
Em menos de uma semana, fábrica clandestina de sorvetes foi lacrada duas vezes. Havia produtos vencidos há dois anos e falta de higiene no local
• Atualizado
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária Municipal resultou na segunda interdição de uma fábrica clandestina de sorvetes e picolés no bairro Santo Antônio, em Ituporanga. A ação ocorreu nesta quinta-feira (2), após os proprietários descumprirem sanções administrativas anteriores e romperem os lacres de interdição, instalados dois dias antes, por falta de higiene e itens vencidos.
O caso teve início a partir de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina, revelando um cenário de grave insalubridade no local de produção.
Durante a primeira fiscalização, os agentes encontraram a fábrica operando nos fundos de uma residência sem qualquer registro ou protocolo de segurança alimentar. O ambiente apresentava equipamentos sujos e matéria-prima vencida há mais de dois anos.
Além disso, os produtos prontos para consumo não possuíam rótulos ou informações sobre procedência, o que motivou o descarte imediato dos insumos e o fechamento do estabelecimento no dia 31 de março.
Mesmo com a proibição oficial, novas denúncias indicaram que as atividades continuavam normalmente. Ao retornar ao endereço na tarde da última quinta (2), a fiscalização constatou que o lacre oficial havia sido rompido e as placas de sinalização retiradas.

Mesmo de fora do estabelecimento os policiais conseguiram visualizar as máquinas em operação, confirmando a continuidade da produção ilegal. Na nova inspeção, o selo rompido foi encontrado em uma lixeira e foram apreendidos baldes de sorvete com textura de fabricação recente, além de novos estoques de ingredientes.
A Vigilância Sanitária reforçou a interdição com o lacre individualizado de cada máquina e da porta de acesso ao local. Todo o material produzido ilegalmente foi encaminhado para inutilização por representar risco iminente à saúde pública.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos, e a Polícia Civil segue com as investigações para localizar os proprietários, que não estavam no imóvel no momento do flagrante.
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