Empresário e arquiteta são presos por golpe de R$ 14 milhões em SC
Casal é suspeito de aplicar fraudes na construção de casas de alto padrão em Chapecó e foi localizado escondido no RS
• Atualizado
Um empresário e uma arquiteta foram presos preventivamente na tarde desta quarta-feira (8) suspeitos de aplicar golpes milionários na construção civil, que teriam causado prejuízo superior a R$ 14 milhões em Chapecó.
PREJUÍZO MILIONÁRIO | Empresário e arquiteta são presos por golpe de R$ 14 milhões em SC
— SCC10 (@scc10oficial) April 9, 2026
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O casal foi localizado na cidade de São Borja (RS) após investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.
A prisão foi realizada por policiais do Departamento de Investigação Criminal de Chapecó, com apoio da Polícia Civil gaúcha.
Segundo a investigação, os dois são suspeitos de cometer diversos crimes de estelionato na cidade do Oeste catarinense.
De acordo com a polícia, o casal criou em 2023 uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó e passou a oferecer serviços de construção de residências de alto padrão.
Os contratos variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões.
Obras não eram concluídas
Ainda conforme a investigação, os suspeitos iniciavam diversas obras ao mesmo tempo, captando recursos de vários clientes simultaneamente e adquirindo materiais de construção no comércio local para pagamento posterior.
Com o passar do tempo, porém, os clientes perceberam que as obras não eram finalizadas.
Segundo a polícia, os investigados não entregaram sequer 15% do que havia sido contratado.
No final de 2025, após o aumento das reclamações e registros de ocorrência, o casal fugiu de Chapecó.
Nova empresa e continuação do esquema
A investigação também apontou que, no mesmo ano, os suspeitos abriram outra empresa com um CNPJ diferente, com o objetivo de continuar aplicando golpes.
No início de 2026, os diversos boletins de ocorrência registrados na cidade passaram a ser investigados pelo DIC de Chapecó, que instaurou inquérito policial pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Prisão no Rio Grande do Sul
Durante as diligências, os policiais descobriram que os investigados estavam escondidos em São Borja. No local, eles construíam uma casa para uso próprio.
Após reunir provas e ouvir as vítimas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do casal e mandado de busca e apreensão na residência, medidas que foram autorizadas.
Durante a operação, os policiais apreenderam:
- dois celulares
- R$ 21,5 mil em dinheiro
- uma CPU de computador
- 18 cartões de crédito
- Investigação segue
Durante o interrogatório, os investigados optaram por permanecer em silêncio, informando que só devem se manifestar em juízo.
Após os procedimentos legais, os dois foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito que investiga os crimes de estelionato deve ser concluído em até 10 dias.
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