Delegado revela detalhes cruéis sobre adolescente decapitado em SC
Delegado afirma que crime teve extrema crueldade e envolveu ocultação de cadáver; cabeça da vítima foi encontrada enterrada perto do local do homicídio e quatro pessoas foram presas
• Atualizado
Foi identificado como João Pedro Portela, de 15 anos, o adolescente encontrado morto e decapitado em uma área de mata no município de Cunha Porã, no Oeste catarinense. O crime, ocorrido no início de janeiro, chocou a região pela extrema violência e foi esclarecido pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Maravilha, resultando na prisão de quatro suspeitos.
Segundo o delegado de Polícia Civil Éder Matte, responsável pelo caso, trata-se de um dos crimes mais cruéis registrados recentemente na região, “o que mais chamou a atenção desde o início foi a brutalidade empregada. Não se trata apenas de um homicídio, mas de um crime praticado com extrema violência”, afirmou o delegado.
O caso veio à tona no dia 2 de janeiro, quando a Polícia Civil foi acionada após o encontro do corpo. Ao chegar ao local, os investigadores constataram que a vítima estava sem a cabeça, que não se encontrava na cena do crime. Buscas foram realizadas ainda naquele dia, mas sem êxito. “Naquele primeiro momento, realizamos diligências nas proximidades, porém a cabeça da vítima não foi localizada”, explicou Éder Matte.
Diante da gravidade do homicídio, uma força-tarefa foi organizada no dia 3 de janeiro, reunindo a DIC de Maravilha, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Delegacia de Cunha Porã e apoio da Operação Protetor. Após uma varredura minuciosa na área, por volta das 15h, a cabeça de João Pedro Portela foi localizada enterrada, a cerca de 100 metros do local onde o corpo havia sido encontrado. A localização dessa parte do corpo foi fundamental para o avanço da investigação.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil conseguiu identificar quatro envolvidos no crime. Dois foram presos pela própria DIC de Maravilha e outros dois pela Polícia Militar. Todos foram conduzidos à Delegacia de Polícia, onde foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e, posteriormente, também passaram a responder por homicídio qualificado. O conjunto probatório reunido até o momento é robusto e demonstra a participação direta dos envolvidos.
As investigações apontam, inicialmente, duas possíveis motivações para o crime: uma relacionada a dívida envolvendo drogas e outra decorrente de uma discussão banal entre a vítima e um dos autores. Segundo o delegado, ambas as hipóteses seguem em apuração. “São linhas que ainda estão sendo aprofundadas para que possamos esclarecer completamente a dinâmica e a motivação do crime”, disse.
O caso ganhou contornos ainda mais chocantes após relatos de testemunhas indicarem que os autores teriam gravado vídeos e tirado fotos com a cabeça da vítima após a decapitação. Para o delegado, esse comportamento evidencia o grau de crueldade dos envolvidos. “Esse tipo de conduta demonstra total desprezo pela vida humana”, ressaltou.
Os quatro suspeitos foram encaminhados ao Presídio Estadual de Maravilha, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com os trabalhos finais do inquérito.
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