Defesa de adolescente contesta indiciamento por morte do cão Orelha em SC
Advogados dizem que elementos divulgados são circunstanciais, não configuram prova e que ainda não tiveram acesso integral ao inquérito
• Atualizado
A defesa do adolescente investigado pela morte do cão Orelha, contestou as conclusões do inquérito da Polícia Civil de Santa Catarina sobre o caso ocorrido em Florianópolis. Segundo os advogados, em nota divulgada na noite desta terça-feira (3), as informações divulgadas até o momento são circunstanciais e não configuram provas suficientes para responsabilizar o jovem.
A Polícia Civil informou que concluiu os inquéritos referentes à morte do cão Orelha e aos maus-tratos contra o cão Caramelo. No primeiro caso, a corporação solicitou a internação de um adolescente, em razão da gravidade do crime. Além disso, três adultos foram indiciados por coação de testemunha.
Já no caso envolvendo o cão Caramelo, quatro adolescentes foram representados por ato infracional relacionado a maus-tratos.
Em nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, responsáveis pela defesa do jovem apontado no caso do cão Orelha, afirmaram que os elementos divulgados não autorizam conclusões definitivas. De acordo com eles, não há provas concretas que sustentem o envolvimento do adolescente.
A defesa também informou que, até o momento, não teve acesso integral aos autos do inquérito, o que, segundo os representantes, compromete o pleno exercício do direito de defesa.
“Nosso trabalho é técnico, responsável e orientado pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência do adolescente”, afirmaram os advogados.
Os representantes legais ainda criticaram o que classificam como politização do caso e a pressão por responsabilizações rápidas. Para eles, a exposição pública baseada em investigações consideradas frágeis pode prejudicar a apuração dos fatos e atingir pessoas inocentes.
A Polícia Civil informou que os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público, que irá analisar o material e decidir sobre as medidas cabíveis.
Confira a nota na íntegra
Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.
A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.
Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.
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