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Compras com dados de gaúcha desaparecida em SC ajudaram investigação

Desaparecimento foi registrado na última segunda-feira (9)

• Atualizado

Sarah Falcão

Por Sarah Falcão

Foto: Redes Sociais/Reprodução
Foto: Redes Sociais/Reprodução

A investigação da Polícia Civil apontou que compras realizadas com os dados da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que estava desaparecida em Florianópolis, ajudaram a identificar os suspeitos do crime. O corpo da vítima foi encontrado em Major Gercino, na quarta-feira (11).

A suspeita da polícia é que Luciani tenha sido morta entre os dias 4 e 5 de março, e seu corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado.

desaparecimento foi registrado por meio de boletim de ocorrência na última segunda-feira (9). Matheus Estivalet Freitas, irmão da vítima, informou que ela não respondeu às tentativas de contato.

Ele chegou a ir na residência da mulher para procurá-la, mas encontrou apenas um gato e um cachorro sozinhos, além de louças sujas e alimentos apodrecidos.

Investigação apontou envolvimento de vizinhos no caso

Após receber as informações do desaparecimento da mulher, as equipes da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) constataram que compras estavam sendo feitas com os dados e pagamentos da vítima em plataformas de compra online.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, produtos como arco balestra, eletrônicos, videogames e celulares foram adquiridos pela internet com o uso do CPF de Luciani.

“Fizeram compras em um intervalo de quatro ou cinco dias. A tendência é que eles continuassem realizando essas compras durante um bom tempo”, destacou o delegado.

Posteriormente, os policiais identificaram um adolescente, vizinho da mulher, retirando as mercadorias compradas.

Conforme a PCSC, o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido do estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022. O homem e a companheira também moravam em um apartamento vizinho do de Luciani.

Na quarta-feira (11), a investigação apontou o possível envolvimento da administradora do residencial, de 47 anos e parente dos proprietários. Ela teria ligação com o casal e estaria se beneficiando das compras feitas em nome da vítima.

Pertences de Luciani, como notebook, televisão e as mercadorias compradas, foram encontrados escondidos em outro apartamento, que estava desocupado, trancado e sob responsabilidade da mulher.

As partes do corpo foram levados até uma ponte na área rural de Major Gercino e jogadas em um rio, divididas em cinco pacotes diferentes, pelo casal de autores e o adolescente.

A administradora do residencial foi presa em flagrante e conduzida ao sistema prisional. Já o casal tentou fugir, mas foi preso na quinta-feira (12) em Gravataí, no Rio Grande do Sul. O caso continua sendo investigado.


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