Caso Gisele: CNJ pede apuração sobre desembargador
De acordo com o relato do desembargador à Polícia Civil, ele foi chamado na condição de amigo.
• Atualizado
A Corregedoria Nacional de Justiça abriu um Pedido de Providências no Tribunal de Justiça de São Paulo para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Cogan no caso da morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. O magistrado foi acionado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e esteve no apartamento onde a vítima foi encontrada baleada, no bairro do Brás, na capital paulista.
Segundo as informações, o desembargador chegou ao local na manhã de 18 de fevereiro, após receber diversas ligações do oficial. O encontro entre os dois ocorreu por volta das 9h07 e, em seguida, ambos se dirigiram ao imóvel onde Gisele havia sido atingida. A policial morreu horas depois, no Hospital das Clínicas.
De acordo com o relato do desembargador à Polícia Civil, ele foi chamado na condição de amigo. Na ocasião, o tenente-coronel afirmou que a esposa teria cometido suicídio, versão que sustentou inicialmente. Um mês depois, o oficial foi preso preventivamente e passou a responder por feminicídio e fraude processual, tanto na Justiça comum quanto na Justiça Militar.
Registros indicam que o magistrado tentou evitar a entrada no apartamento, já considerado cena de crime. Imagens de câmeras corporais mostram que ele orientou o coronel a não acessar o local, mas não foi atendido. Pouco depois, ambos entraram no imóvel.
O desembargador permaneceu no interior do apartamento por cerca de 12 minutos. Durante esse período, demonstrou incômodo e reforçou a necessidade de deixar o local. Ainda assim, o oficial insistiu em permanecer, chegando a pedir que o magistrado o aguardasse, o que não ocorreu.
Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não comenta casos que tramitam ou possam vir a tramitar em outros órgãos.
*Com informações do portal Metrópoles
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