Caso Catarina: Justiça inicia fase decisiva do julgamento em SC
Primeiras testemunhas serão ouvidas no dia 11 de março. Réu responde por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver
• Atualizado
A Justiça de Santa Catarina inicia no dia 11 de março a oitiva das primeiras testemunhas do processo que apura o feminicídio da estudante de pós-graduação Catarina Kasten, de 31 anos, assassinada enquanto seguia para uma aula de natação na praia do Matadeiro, no Sul de Florianópolis.
A audiência faz parte da fase de produção de provas da ação penal, etapa em que são reunidos depoimentos e outros elementos que irão embasar a decisão judicial. O processo tramita em sigilo por envolver crime de natureza sexual.
O principal suspeito, um homem de 21 anos, foi preso ainda em 2025 e confessou o crime. Ele responde por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes. O acusado segue preso preventivamente.
Entenda o andamento do processo
A ação penal teve início em 1º de dezembro de 2025, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o investigado passou à condição de réu.
Com a abertura da fase de produção de provas, começam a ser colhidos os depoimentos das testemunhas e analisados documentos e perícias. Após essa etapa, acusação e defesa deverão apresentar as alegações finais, antes da sentença.
O crime
O assassinato de Catarina ocorreu na manhã do dia 21 de novembro de 2025, por volta das 7h, nas proximidades da trilha que dá acesso à praia do Matadeiro. A jovem saiu de casa por volta das 6h50 para participar de uma aula de natação, mas não retornou.
Diante da demora, o companheiro acionou a Polícia Militar por volta do meio-dia. Horas depois, o corpo da estudante foi localizado com sinais de violência.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado abordou a vítima de forma violenta, cometeu o estupro e, em seguida, utilizou um objeto para envolvê-la pelo pescoço, provocando a morte por asfixia. A intenção, conforme a acusação, era garantir a impunidade do crime sexual.
Emboscada e ocultação do corpo
Ainda de acordo com o MPSC, o crime foi cometido mediante emboscada. O suspeito teria se escondido atrás de uma lixeira para observar a movimentação no local e aguardar a passagem da vítima.
Após o feminicídio, ele arrastou o corpo para uma área de difícil acesso, em meio à mata e às pedras, longe da trilha principal, com o objetivo de dificultar a localização.
O caso gerou grande comoção em Florianópolis e segue sendo acompanhado por familiares, amigos e entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres. A expectativa é de que as audiências avancem ao longo dos próximos meses.
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