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Polícia

Cão Orelha: software francês ajudou a localizar autor durante ataque

A polícia concluiu nesta terça (3) os inquéritos sobre a morte do Cão Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo

• Atualizado

Redação

Por Redação

Cão Orelha: software francês ajudou a localizar autor durante ataque | Foto: reprodução/Redes Sociais
Cão Orelha: software francês ajudou a localizar autor durante ataque | Foto: reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina utilizou um software francês para localizar o autor do ataque que levou à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. A polícia concluiu nesta terça-feira (3) os inquéritos sobre a morte do Cão Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo.

Para identificar o autor, a polícia analisou mais de 1 mil horas de filmagens, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes suspeitos. Peças de roupa usadas pelo agressor, registradas nas imagens, e dados de localização obtidos por software francês foram cruciais para comprovar a autoria.

Segundo informações do portal Metrópoles, o software citado pela Polícia Civil de Santa Catarina é o Mercure V4.2, desenvolvido pela empresa francesa Ockham Solutions/ChapsVision.

A tecnologia é empregada por órgãos de segurança para investigação forense e inteligência policial, permitindo o cruzamento de grandes volumes de dados telefônicos, extrações de celulares, geolocalização e metadados.

A ferramenta também possibilita a visualização de informações em mapas, gráficos e perfis de comunicação, auxiliando na reconstrução de deslocamentos e conexões.

Polícia pede internação de adolescente por morte do Cão Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) os inquéritos sobre a morte do Cão Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo. No caso Orelha, a corporação solicitou a internação de um adolescente, medida equivalente à prisão de um adulto devido à gravidade do crime, e indiciou três adultos por coação de testemunha. Já no caso Caramelo, quatro adolescentes foram representados.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio de uma força-tarefa das forças de segurança do Estado.

Caso Orelha

O Cão Comunitário Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica apontam que ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, causada por chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa. O cão foi resgatado por populares, mas morreu no dia seguinte em uma clínica veterinária.

O adolescente acusado saiu do condomínio às 5h25 e retornou às 5h58 com uma amiga, contrariando seu depoimento de que teria permanecido na piscina. Ele viajou para o exterior no mesmo dia em que a Polícia identificou os suspeitos, retornando em 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto. Familiares tentaram esconder um boné e um moletom usados no crime, mas os itens reforçaram as provas.

Para identificar o autor, a Polícia analisou mais de 1 mil horas de filmagens, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes suspeitos. Peças de roupa usadas pelo agressor, registradas nas imagens, e dados de localização obtidos por software francês foram cruciais para comprovar a autoria.

Caso Caramelo

No caso do Cão Caramelo, quatro adolescentes foram representados. A investigação seguiu rigorosamente os mesmos critérios, garantindo a responsabilização dos envolvidos pelos maus-tratos.

Com a conclusão dos inquéritos, os casos Orelha e Caramelo foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário. A análise dos celulares apreendidos ainda poderá corroborar as provas e trazer informações adicionais.

Nota da defesa

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do Cão Orelha, emitiram nota à imprensa alertando que informações divulgadas se referem a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

Segundo a defesa, os advogados atuam de forma técnica e responsável, orientados pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protestam contra o fato de, até o momento, ainda não terem tido acesso integral aos autos do inquérito.

O time jurídico ressaltou que a politização do caso e a pressão por apontar culpados inflamam a opinião pública, prejudicam a verdade, infringem os ritos legais e atingem de forma irreparável pessoas inocentes.

Em comunicado, a defesa afirmou: “O time de defesa não teve acesso aos atos do inquérito, então segue uma lacuna aqui para o time de comunicação e de jurídico explicar cadê a comprovação da agressão, onde estão as imagens e como é que essa peça de roupa configura a confirmação desse ato de violência contra animal”.


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