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ALVOS SÃO ADOLESCENTES

Cão Orelha: Polícia Civil de SC faz buscas nas casas dos adolescentes envolvidos na agressão

Em uma das casas, foi encontrada uma porção de droga (não identificada). Nas residências foram apreendidos celulares e telefones

• Atualizado

Danilo Duarte

Por Danilo Duarte

Sofia Gonzalez

Por Sofia Gonzalez

Cão Orelha vivia na comunidade da Praia Brava, em Florianópolis | Foto: Divulgação
Cão Orelha vivia na comunidade da Praia Brava, em Florianópolis | Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina fez buscas nas casas dos adolescentes envolvidos na agressão do cão Orelha, em Florianópolis. A ação ocorreu na manhã desta segunda-feira (26), em cumprimento a quatro mandados de buscas. Em uma das casas, foi encontrada uma porção de droga (não identificada). Além disso, nas residências foram apreendidos celulares e telefones. Nenhum dos adolescentes chegou a ser apreendido.

A Polícia Civil identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no caso. A investigação segue em sigilo, com oitivas já realizadas. Crimes conexos envolvendo possíveis coações de testemunhas por pessoas maiores de idade também estão sendo apurados por delegacia especializada.

O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina, que vai analisar os autos após a conclusão das investigações para definir as providências cabíveis, conforme as responsabilidades apuradas.

Em nota divulgada no domingo (25), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que acompanha o caso. “Diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial“, diz o texto.

O MPSC também informou que “a expectativa é de que, nos próximos dias, Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso conclua a fase de coleta de depoimentos e encaminhe o procedimento ao Ministério Público. A partir disso, a 10ª Promotoria de Justiça deverá ouvir os adolescentes supostamente envolvidos, analisar os elementos reunidos e avaliar os encaminhamentos cabíveis, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Lei defende os cães comunitários em Santa Catarina

Na semana passada, o governador Jorginho Mello (PL) sancionou a lei que estabelece políticas de proteção a cães e gatos comunitários. A lei determina que o acompanhamento sanitário e a proteção desses animais são deveres do Estado.

De acordo com o texto, de autoria do deputado Marcius Machado (PL), o animal comunitário é definido como aquele que, embora não possua um tutor formal e único, mantém laços de dependência, afeto e cuidado com pessoas de uma determinada localidade.

Tudo o que se sabe sobre a morte do Cão Orelha

No início do mês, após desaparecer por dois dias, o cão comunitário Orelha reapareceu gravemente ferido. Ele foi resgatado e levado ao atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser sacrificado. Exames e avaliações descartaram atropelamento e apontaram que os ferimentos foram causados por agressões.

Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado de forma coletiva pela comunidade. Moradores se revezavam na alimentação, limpeza das casinhas improvisadas, troca de cobertores e acompanhamento do dia a dia do animal, que se tornou parte da rotina do bairro.

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