MPSC vai investigar vazamento de laudo da exumação do cão Orelha
A investigação será conduzida pela 40ª Promotoria de Justiça. O cão Orelha foi encontrado morto em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis
• Atualizado
O Ministério Público de Santa Catarina confirmou ao SCC10 nesta sexta-feira (27) que está investigando o vazamento do laudo de exumação do cão Orelha. A investigação será conduzida pela 40ª Promotoria de Justiça. O animal foi encontrado morto em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis.
O anúncio de investigação é a resposta do MPSC ao questionamento do SCC10, realizado após o resultado do laudo ser amplamente divulgado.
O SCC10 também questionou as polícias Civil e Científica a respeito do posicionamento após o vazamento do laudo, divulgado na imprensa na quinta-feira (26). Em resposta, os órgãos ligados ao governo do Estado deixaram uma lacuna. Em nota, a Polícia Científica informou que “não divulga e nem comenta laudos“.
Por sua vez, a Polícia Civil, se posicionou com a seguinte nota: “com relação às informações sobre o procedimento, devido à conclusão da atuação da PCSC no caso, os eventuais questionamentos devem ser solicitadas ao MP/SC e ao Poder Judiciário.“
Questionados sobre a instauração de processos de investigação pra apurar possíveis responsáveis, a Polícia Civil se limitou a responder, por meio de sua assessoria, que não devem mais se pronunciar sobre o caso.
O anúncio da investigação sobre o vazamento do laudo
As Promotorias de Justiça que atuam no caso envolvendo os cães da Praia Brava, em Florianópolis, protocolaram, no último dia 9, manifestação no Judiciário pedindo por mais investigações, incluindo a realização de um novo laudo, a partir da exumação do corpo do cão Orelha. A medida foi adotada após a análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados.
Conforme o MPSC, a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, apontaram a necessidade de complementação das investigações para o regular prosseguimento dos procedimentos.
A exumação do corpo e o novo laudo do cão Orelha foram realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina e o documento foi entregue no início da semana ao MPSC. No entanto, como o caso tramita em segredo de Justiça por incluir pessoas menores de idade, detalhes como a data da análise do corpo e os resultados, não foram divulgados.
Como está o caso do Cão Orelha
Além do pedido de internação de um adolescente, suposto agressor, a polícia indiciou três adultos suspeitos de coagirem testemunhas no caso.
Logo após a exumação do corpo, o governo de Santa Catarina informou que a Polícia Civil e a Polícia Científica “têm se empenhando ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus tratos ao Cão Caramelo”.
Caramelo é outro cachorro comunitário que, segundo as investigações, também foi agredido na mesma praia e no mesmo mês. Na ocasião, o animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.
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