Câmera corporal de policial revela autores de assassinato brutal em SC
A gravação feita por câmera corporal de um policial militar foi decisiva para o desfecho e julgamento do homicídio
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Uma gravação feita por câmera corporal de um policial militar foi decisiva para o desfecho de um homicídio julgado pelo Tribunal do Júri de Chapecó. Segundo o TJSC, o caso terminou com três condenações. A sessão começou na manhã de quinta-feira (10) e foi finalizada nas primeiras horas de sexta-feira (11).
De acordo com o TJSC, dois homens foram condenados por executar a vítima com 11 disparos de arma de fogo. As penas foram fixadas em 14 anos e dois meses e 18 anos e oito meses de prisão, ambas em regime fechado. Já uma mulher, apontada como mandante do crime, foi condenada a cinco anos de reclusão, em regime inicial aberto.
Câmera corporal foi fundamental desvendar o crime
Um dos principais pontos do julgamento foi o uso de uma câmera corporal por um policial militar. O equipamento registrou uma conversa importante que ajudou a polícia a entender como o crime aconteceu.
Segundo depoimento, o policial transportava a mulher acusada quando, durante uma conversa aparentemente informal, ela comentou sobre o homicídio. Tudo foi gravado pela câmera acoplada ao uniforme do agente.
Esse registro serviu como ponto de partida para a investigação, ajudando a polícia a reunir provas e esclarecer o caso. Durante o julgamento, a atuação do policial e o uso da tecnologia foram destacados como fundamentais para chegar à verdade dos fatos.
Entenda o caso
Segundo consta no processo, crime ocorreu em 5 de abril de 2023, no bairro Efapi. Conforme a denúncia, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dois anos com a mulher condenada.
Após descobrir uma traição, a vítima teria ido até a casa da ex-companheira, onde houve uma discussão. Durante o episódio, a mulher foi agredida e teve o cabelo cortado com uma faca.
A partir disso, segundo o Ministério Público, ela teria planejado uma vingança e contratado os dois homens para matar a vítima.
Decisão do júri
Os dois executores foram condenados por homicídio e também por porte ilegal de arma de fogo. Um deles recebeu pena maior por utilizar arma com numeração suprimida.
Já a mulher foi condenada por homicídio, mas com redução de pena, pois o júri entendeu que ela agiu sob forte emoção após o episódio de agressão.
Um quarto acusado, apontado como responsável por dirigir o carro e ajudar na fuga, foi absolvido por falta de provas.
Ao longo de quase 16 horas de julgamento, foram ouvidas testemunhas e interrogados os réus. A sentença foi lida pelo juiz da 2ª Vara Criminal da comarca.
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