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TRAGÉDIA NO RS

Avião que caiu em Capão da Canoa tinha restrição para táxi aéreo

Embora o certificado de aeronavegabilidade do avião que caiu em Capão da Canoa estivesse em dia, a categoria de registro permitia apenas o serviço aéreo privado

• Atualizado

Danilo Duarte

Por Danilo Duarte

Veja momento em que avião que saiu de SC cai em restaurante em Capão da Canoa, no RS | Reprodução/Redes Sociais
Veja momento em que avião que saiu de SC cai em restaurante em Capão da Canoa, no RS | Reprodução/Redes Sociais

Um documento oficial da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) traz um detalhe importante sobre a aeronave envolvida no acidente aéreo que resultou na morte de três pessoas na manhã desta sexta-feira (3), em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. De acordo com informações do Registro Aeronáutico Brasileiro, o monomotor Piper PA-46-350P, de matrícula PS-RBK, possuía uma restrição expressa que impedia sua operação como táxi aéreo.

Embora o certificado de aeronavegabilidade do avião estivesse em dia e com validade até maio de 2026, a categoria de registro permitia apenas o serviço aéreo privado, o que proíbe o transporte remunerado de passageiros. Ainda não está claro qual era a modalidade do voo feito pelo avião que caiu em Capão da Canoa.

A queda ocorreu pouco depois da decolagem, quando o avião colidiu com um poste e caiu sobre um restaurante no bairro Parque Antártica. A aeronave havia partido de Santa Catarina e realizado uma parada técnica para abastecimento em Forquilhinha antes de seguir para o litoral gaúcho.

O impacto causou um incêndio imediato na estrutura do estabelecimento, que estava vazio no momento do acidente. Segundo a última atualização do Corpo de Bombeiros, haviam quatro pessoas no avião, dois pilotos e dois passageiros. As autoridades gaúchas confirmam a morte de quatro tripulantes, sendo o piloto, um casal e outra pessoa, que até o momento não foi possível identificar se era copiloto ou amigo.

Investigação sobre causas do acidente com avião que caiu em Capão da Canoa

A investigação agora deve se concentrar não apenas nas causas mecânicas ou humanas da colisão, mas também na natureza da operação realizada.

A presença de passageiros em um avião de categoria privada levanta questionamentos sobre a legalidade do transporte, já que operações comerciais sem certificação da Anac são consideradas infrações graves.

O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) já iniciou os trabalhos periciais para determinar os fatores que levaram à perda de altitude, enquanto a agência reguladora deve apurar se houve descumprimento das normas operacionais vigentes.

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