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INVESTIGAÇÃO

Adolescentes são encontrados em situação análoga à escravidão em ‘Trenzinho da Alegria’ em SC

Quatro adolescentes foram localizados em alojamentos precários e o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal

• Atualizado

Ricardo Souza

Por Ricardo Souza

Adolescentes são encontrados em situação análoga à escravidão em ‘Trenzinho da Alegria’ em SC – Foto: PF
Adolescentes são encontrados em situação análoga à escravidão em ‘Trenzinho da Alegria’ em SC – Foto: PF

A Polícia vai apurar uma denúncia de possível exploração de adolescentes em uma atração itinerante no bairro Meia Praia, em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ocorrência foi atendida na manhã de segunda-feira (5) pela Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 25º Batalhão, em apoio ao Conselho Tutelar, após acionamento feito a partir de denúncia recebida pelo Disque 100.

As informações apontavam que menores de idade estariam sendo obrigados a trabalhar mediante ameaças, além de serem impedidos de manter contato com familiares. Durante a averiguação, quatro adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, foram identificados no local. Eles relataram não sofrer maus-tratos, afirmaram ter acesso à alimentação e disseram possuir autorização dos responsáveis para viajar, negando, naquele momento, as agressões e restrições descritas na denúncia.

Apesar dos relatos, as equipes constataram condições precárias de alojamento, com ausência de estrutura adequada para higiene, ventilação e descanso. A situação levantou indícios que motivaram o aprofundamento das investigações.

Durante as buscas nos veículos utilizados pelo grupo, os policiais localizaram um revólver calibre .38, com nove munições intactas. O responsável pelo automóvel assumiu a posse da arma e informou não possuir autorização legal. Em outro veículo, foi apreendido um simulacro de arma de fogo do tipo airsoft, além de acessórios.

Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Federal, onde foi instaurado procedimento para apuração de possível redução à condição análoga à de escravo. Em seguida, eles também foram conduzidos à Central de Plantão Policial pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e porte ou posse de simulacro.

Os adolescentes ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar, que adotou as medidas de proteção previstas em lei.

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