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MONITORAMENTO

Uso irregular de canetas emagrecedoras gera alerta em Santa Catarina

Secretaria de Saúde monitora casos que apresentaram efeitos neurológicos possivelmente ligados a canetas emagrecedoras

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Freepik/Reprodução
Foto: Freepik/Reprodução

A Diretoria de Vigilância Sanitária emitiu, nesta quarta-feira (11), um alerta para os riscos à saúde provocados pelo uso de canetas emagrecedoras, à base de tirzepatida e retatrutida. A orientação foi divulgada em meio ao aumento de consumo e comercialização irregular desses produtos.

De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária, Eduardo Marques Macário, as canetas emagrecedoras só podem ser adquiridas em farmácias e drogarias regularizadas, mediante receita médica.

“O uso sem orientação profissional pode colocar vidas em risco. Ao identificar venda irregular ou propaganda enganosa, denuncie. Sua denúncia pode salvar vidas”, destacou o diretor.

Também pode ser obtida em farmácias magistrais, autorizadas para manipulação de estéreis (injetáveis), mediante receita médica individualizada. Além disso, é proibido manter “estoques” de medicamentos manipulados para venda geral.

Complicações

A tirzepatida, comercializada como Mounjaro e desenvolvida pela empresa Eli Lilly, tem o uso autorizado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, mas o uso inadequado pode causar efeitos graves.

Entre as implicações estão náuseas intensas, vômitos persistentes, desidratação severa, hipoglicemia e pancreatite aguda, entre outros problemas que podem levar à hospitalização.

Já a retatrutida, produzida pela mesma empresa, é um composto ainda em fase de estudos clínicos e não possui aprovação de nenhuma agência reguladora no mundo.

Em Santa Catarina, até o momento, não há registro de casos de pancreatite. No entanto, as autoridades de saúde estão acompanhando quatro casos de eventos adversos neurológicos com possível relação ao uso do medicamento.

Preocupação das autoridades

Uma das preocupações das autoridades é a circulação de produtos irregulares e falsificados.

Em janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, fabricação, importação e divulgação da tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de todos os produtos à base de retatrutida, por falta de registro sanitário no país. A medida se estende a qualquer lote produzido desde 2020.

A SES recomenda que os consumidores verifiquem a embalagem, o número de registro, o lote e a validade, além de desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado.

Em casos de venda irregular ou propaganda de produtos proibidos, a população deve denunciar às vigilâncias sanitárias municipais ou aos canais oficiais da Ouvidoria, pelo telefone 0800 048 2800 ou pelo e-mail [email protected].

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