SC cresce 500% em cirurgias bariátricas na rede pública de saúde
O crescimento já era observado nos anos anteriores
• Atualizado
Na rede hospitalar estadual, foram realizadas 2.228 cirurgias bariátricas no ano de 2025, número seis vezes maior em relação a 2022, quando foram registrados 343 procedimentos. O crescimento já era observado nos anos anteriores, com 410 cirurgias em 2023 e 834 em 2024. No mesmo período, o número de hospitais passou de seis, em 2022, para nove em 2025, ampliando o atendimento a pacientes de todas as regiões do estado.
As unidades que realizam as cirurgias são:
- Hospital Geral Tereza Ramos, de Lages;
- Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville;
- Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, de São José;
- Hospital Universitário, de Florianópolis;
- Hospital Santo Antônio, de Blumenau;
- Hospital Azambuja, de Brusque;
- Hospital Dom Joaquim, de Sombrio;
- Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra;
- Hospital São Miguel, de Joaçaba.
Os três últimos foram incorporados ao sistema nesta gestão.
Onde buscar atendimento
O sistema público de saúde catarinense conta com uma rede de assistência, vinculada à Linha de Cuidado a Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, que envolve ações desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até a Atenção Especializada.
A pessoa com obesidade deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será avaliada e, se houver indicação de atendimento especializado, encaminhada para o hospital de referência.
O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Rui Celso Vieira, explica que, para haver indicação de cirurgia bariátrica, o paciente precisa ter realizado pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional para perda de peso, sem sucesso. Outros critérios envolvem o índice de massa corporal (IMC), a presença de comorbidades e a avaliação de profissionais de diferentes especialidades.
“Além do benefício do emagrecimento, a cirurgia serve para redução de doenças metabólicas, uso de medicamentos, de hipertensão, de problemas articulares, ou seja, há uma redução de todas as comorbidades que o paciente possa ter”, explica o médico.
Doença crônica não transmissível, a obesidade afeta pessoas de todas as idades e tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. A condição reduz a qualidade de vida e pode causar diabetes, doenças cardiovasculares, problemas nas articulações, depressão e alguns tipos de câncer.
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