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Crescimento

SC cresce 500% em cirurgias bariátricas na rede pública de saúde

O crescimento já era observado nos anos anteriores

• Atualizado

Redação

Por Redação

SC aumenta em mais de 500% as cirurgias bariátricas na rede pública de saúde | Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC
SC aumenta em mais de 500% as cirurgias bariátricas na rede pública de saúde | Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Na rede hospitalar estadual, foram realizadas 2.228 cirurgias bariátricas no ano de 2025, número seis vezes maior em relação a 2022, quando foram registrados 343 procedimentos. O crescimento já era observado nos anos anteriores, com 410 cirurgias em 2023 e 834 em 2024. No mesmo período, o número de hospitais passou de seis, em 2022, para nove em 2025, ampliando o atendimento a pacientes de todas as regiões do estado.

As unidades que realizam as cirurgias são:

  • Hospital Geral Tereza Ramos, de Lages;
  • Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville;
  • Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, de São José;
  • Hospital Universitário, de Florianópolis;
  • Hospital Santo Antônio, de Blumenau;
  • Hospital Azambuja, de Brusque;
  • Hospital Dom Joaquim, de Sombrio;
  • Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra;
  • Hospital São Miguel, de Joaçaba.

Os três últimos foram incorporados ao sistema nesta gestão.

Onde buscar atendimento

O sistema público de saúde catarinense conta com uma rede de assistência, vinculada à Linha de Cuidado a Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, que envolve ações desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até a Atenção Especializada.

A pessoa com obesidade deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será avaliada e, se houver indicação de atendimento especializado, encaminhada para o hospital de referência.

O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Rui Celso Vieira, explica que, para haver indicação de cirurgia bariátrica, o paciente precisa ter realizado pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional para perda de peso, sem sucesso. Outros critérios envolvem o índice de massa corporal (IMC), a presença de comorbidades e a avaliação de profissionais de diferentes especialidades.

“Além do benefício do emagrecimento, a cirurgia serve para redução de doenças metabólicas, uso de medicamentos, de hipertensão, de problemas articulares, ou seja, há uma redução de todas as comorbidades que o paciente possa ter”, explica o médico.

Doença crônica não transmissível, a obesidade afeta pessoas de todas as idades e tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. A condição reduz a qualidade de vida e pode causar diabetes, doenças cardiovasculares, problemas nas articulações, depressão e alguns tipos de câncer.

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