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VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Saúde de SC reforça alerta sobre mpox

Estado não registrou casos em 2025, mas mantém plano de contingência e vigilância ativa contra mpox em todo território catarinense

• Atualizado

Roberto Gatti

Por Roberto Gatti

Saúde de SC reforça alerta sobre mpox. | Foto: Banco de imagens do Canva
Saúde de SC reforça alerta sobre mpox. | Foto: Banco de imagens do Canva

Santa Catarina não registrou casos de mpox em 2025, mas mantém vigilância epidemiológica ativa em todo o Estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), segue monitorando possíveis ocorrências da doença e reforçando medidas preventivas à população.

A mpox integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória, o que significa que todo caso suspeito deve ser comunicado imediatamente às autoridades sanitárias para investigação e rastreamento de contatos.

Situação da mpox em Santa Catarina

Apesar de não haver registros neste ano, o Estado já confirmou 14 casos em 2024. Todos os pacientes eram homens, com idade entre 20 e 59 anos.

A faixa etária mais afetada foi de 30 a 39 anos, representando 42,9% dos casos.

Os municípios que registraram ocorrências foram:

  • Florianópolis (7 casos)
  • Itajaí (4 casos)
  • Joinville (1 caso)
  • Balneário Piçarras (1 caso)
  • São José (1 caso)

Segundo a SES, há um Plano de Contingência ativo em Santa Catarina, preparado para possíveis casos importados ou mudanças no perfil epidemiológico da doença.

O que é mpox e como ocorre a transmissão

A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. Trata-se de uma zoonose, inicialmente transmitida de animais para humanos mas atualmente a principal forma de contágio ocorre entre pessoas.

A transmissão acontece principalmente por:

  • Contato direto com lesões na pele
  • Contato com fluidos corporais (pus e sangue)
  • Contato próximo e prolongado com secreções respiratórias
  • Objetos contaminados, como roupas e lençóis

Diferentemente da covid-19, a mpox não é de transmissão aérea ampla, exigindo contato direto, geralmente pele a pele. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a queda completa das crostas das lesões.

Sintomas da mpox

O período de incubação varia entre 5 e 21 dias. Os sintomas mais comuns são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Calafrios
  • Fraqueza
  • Gânglios linfáticos inchados
  • Lesões ou erupções na pele

As erupções costumam começar no rosto e podem se espalhar para mãos, pés, genitais e mucosas.

O diagnóstico é feito por exame laboratorial, a partir da análise das secreções ou crostas das lesões.

Orientações da Secretaria de Saúde de SC

A SES reforça medidas de prevenção à população catarinense:

  • Procure atendimento médico ao notar lesões súbitas na pele associadas a febre ou ínguas.
  • Evite contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
  • Reforce a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
  • Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento e seguir orientação médica.

O Estado segue em monitoramento constante para garantir resposta rápida diante de qualquer novo caso.

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