Saúde de SC reforça alerta sobre mpox
Estado não registrou casos em 2025, mas mantém plano de contingência e vigilância ativa contra mpox em todo território catarinense
• Atualizado
Santa Catarina não registrou casos de mpox em 2025, mas mantém vigilância epidemiológica ativa em todo o Estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), segue monitorando possíveis ocorrências da doença e reforçando medidas preventivas à população.
A mpox integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória, o que significa que todo caso suspeito deve ser comunicado imediatamente às autoridades sanitárias para investigação e rastreamento de contatos.
Situação da mpox em Santa Catarina
Apesar de não haver registros neste ano, o Estado já confirmou 14 casos em 2024. Todos os pacientes eram homens, com idade entre 20 e 59 anos.
A faixa etária mais afetada foi de 30 a 39 anos, representando 42,9% dos casos.
Os municípios que registraram ocorrências foram:
- Florianópolis (7 casos)
- Itajaí (4 casos)
- Joinville (1 caso)
- Balneário Piçarras (1 caso)
- São José (1 caso)
Segundo a SES, há um Plano de Contingência ativo em Santa Catarina, preparado para possíveis casos importados ou mudanças no perfil epidemiológico da doença.
O que é mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. Trata-se de uma zoonose, inicialmente transmitida de animais para humanos mas atualmente a principal forma de contágio ocorre entre pessoas.
A transmissão acontece principalmente por:
- Contato direto com lesões na pele
- Contato com fluidos corporais (pus e sangue)
- Contato próximo e prolongado com secreções respiratórias
- Objetos contaminados, como roupas e lençóis
Diferentemente da covid-19, a mpox não é de transmissão aérea ampla, exigindo contato direto, geralmente pele a pele. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a queda completa das crostas das lesões.
Sintomas da mpox
O período de incubação varia entre 5 e 21 dias. Os sintomas mais comuns são:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Calafrios
- Fraqueza
- Gânglios linfáticos inchados
- Lesões ou erupções na pele
As erupções costumam começar no rosto e podem se espalhar para mãos, pés, genitais e mucosas.
O diagnóstico é feito por exame laboratorial, a partir da análise das secreções ou crostas das lesões.
Orientações da Secretaria de Saúde de SC
A SES reforça medidas de prevenção à população catarinense:
- Procure atendimento médico ao notar lesões súbitas na pele associadas a febre ou ínguas.
- Evite contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
- Reforce a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
- Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento e seguir orientação médica.
O Estado segue em monitoramento constante para garantir resposta rápida diante de qualquer novo caso.
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