Saiba como identificar os primeiros sinais do câncer de útero e ovários
Sintomas discretos podem indicar câncer no útero e nos ovários, e o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz
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O câncer de endométrio e o câncer de ovário estão entre os principais tumores ginecológicos e merecem atenção especial, principalmente porque muitos dos sintomas iniciais são leves, pouco específicos ou facilmente confundidos com alterações comuns do dia a dia. Identificar esses sinais precocemente pode fazer diferença no tratamento e nas chances de cura.
O câncer de endométrio, que se desenvolve na camada interna do útero, é o segundo tipo mais frequente entre os tumores ginecológicos. Ele costuma dar sinais mais cedo, sendo o sangramento uterino anormal o principal alerta, especialmente após a menopausa. Também podem ocorrer menstruação muito intensa, sangramento fora do período menstrual, corrimento aquoso e dor pélvica persistente.
Entre os fatores que aumentam o risco estão obesidade, pressão alta, síndrome dos ovários policísticos, uso prolongado de estrogênio sem progesterona e histórico familiar. Há ainda influência do estilo de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e resistência à insulina, que favorecem alterações hormonais. Quando descoberto no início, o câncer de endométrio apresenta altas taxas de cura, e exames como ultrassom transvaginal e biópsia do endométrio ajudam a confirmar o diagnóstico.
Já o câncer de ovário é conhecido como um tumor silencioso. No início, costuma não apresentar sintomas claros, o que faz com que muitos casos sejam diagnosticados em fases mais avançadas. Os sinais que merecem atenção incluem inchaço abdominal persistente, saciedade rápida, dificuldade para se alimentar, dor pélvica, alterações urinárias e desconforto intestinal contínuo.
Os principais fatores de risco são idade acima de 50 anos, mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, histórico familiar, menstruação precoce, menopausa tardia e não ter tido filhos. Não há um exame de rastreamento eficaz para a população em geral, mas mulheres com alto risco genético podem precisar de acompanhamento específico. O diagnóstico envolve exames de imagem, testes de sangue como o CA-125 e avaliação cirúrgica, com tratamento que pode incluir cirurgia e quimioterapia.
Especialistas reforçam que o cuidado com a saúde ginecológica depende de consultas regulares e da atenção aos sinais do corpo. Sangramentos fora do normal, inchaço persistente, dor pélvica frequente e mudanças repentinas no ciclo menstrual devem ser investigados. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e contribui para a preservação da qualidade de vida.
Com informações de SBT News
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