Saiba como está a situação do Vírus Nipah em SC
Estado segue monitoramento permanente de doenças e reforça que não há registros ou alterações no Brasil relacionadas ao vírus Nipah
• Atualizado
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que, até o momento, não há alterações no cenário nacional relacionadas ao vírus Nipah. Segundo o órgão, o Estado mantém monitoramento contínuo de doenças e agravos de interesse em saúde pública e segue as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A manifestação ocorre em meio à atenção internacional voltada ao vírus Nipah, uma doença viral rara, mas com alto potencial de gravidade. Identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, o agente é considerado uma ameaça emergente e integra a lista de vírus prioritários para vigilância e pesquisa em saúde pública.
O que é o vírus Nipah
O vírus Nipah é um vírus zoonótico, transmitido de animais para humanos. Ele pertence à família Paramyxoviridae e tem como principais reservatórios naturais os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas.
Desde sua descoberta, surtos esporádicos foram registrados principalmente no sul e sudeste da Ásia, com casos concentrados em países como Índia e Bangladesh.
Como ocorre a transmissão
De acordo com a OMS, a infecção pode acontecer por meio do contato direto com morcegos infectados ou suas secreções, consumo de alimentos contaminados, como frutas ou seiva de palmeira expostas, além da transmissão de pessoa para pessoa, especialmente em contatos próximos ou em ambientes hospitalares.
A OMS alerta que, embora o Nipah não tenha disseminação rápida como outros vírus respiratórios, a possibilidade de transmissão direta exige atenção redobrada das autoridades sanitárias.
Sintomas e evolução da doença
Os sintomas iniciais costumam ser semelhantes aos de outras infecções virais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os principais sinais estão febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dificuldade respiratória, náuseas e vômitos.
Em casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para encefalite, com confusão mental, convulsões, perda de consciência e coma. O período de incubação varia, em geral, entre quatro e 14 dias, podendo ser maior em situações específicas.
Alta letalidade e ausência de vacina
Especialistas alertam que o vírus Nipah apresenta taxa de letalidade estimada entre 40% e 75%, dependendo do surto, da rapidez no diagnóstico e da estrutura de atendimento disponível. Não há vacina nem tratamento antiviral específico, e o cuidado com os pacientes é baseado em suporte clínico e no tratamento das complicações.
Apesar disso, a SES reforça que não há registro de alterações no cenário brasileiro, e que o acompanhamento segue de forma permanente, alinhado às diretrizes nacionais e internacionais de vigilância em saúde.
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