OMS alerta para nova variante da mpox e falha em antiviral
OMS recomenda o reforço da vigilância epidemiológica.
• Atualizado
A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta internacional após a identificação de uma nova variante do vírus da mpox. A cepa é resultado da recombinação genética entre duas linhagens diferentes e levanta preocupação sobre possível circulação não detectada.
Ao mesmo tempo, um estudo publicado na The New England Journal of Medicine, em 25 de fevereiro de 2026, indica que o principal antiviral usado contra a doença pode não trazer benefícios relevantes para parte dos pacientes.
Nova cepa combina linhagens
Segundo a OMS, a variante surgiu a partir da recombinação entre os clados Ib e IIb do vírus MPXV. Esse processo ocorre quando duas versões do vírus infectam a mesma pessoa e trocam material genético.
O primeiro caso foi identificado de forma retrospectiva na Índia, com início dos sintomas em setembro de 2025. Outro registro foi confirmado no Reino Unido. Até o momento, não há evidências de transmissão secundária entre contatos próximos.
A análise genética aponta que o vírus mantém capacidade de replicação. No entanto, ainda não há confirmação de maior transmissibilidade ou gravidade. A recombinação é considerada um fenômeno natural na evolução viral, mas pode dificultar a detecção em testes convencionais.
Estudo questiona eficácia de antiviral
O estudo publicado na revista científica avaliou o uso do tecovirimat, principal antiviral utilizado no tratamento da mpox. Os resultados mostram que o medicamento não apresentou benefício significativo em pacientes imunocompetentes.
De acordo com a pesquisa, o tratamento não reduziu de forma relevante o tempo de recuperação nesses casos, o que levanta dúvidas sobre a eficácia do fármaco como estratégia padrão para todos os pacientes.
Monitoramento e prevenção
Diante do cenário, a OMS recomenda o reforço da vigilância epidemiológica, a ampliação do sequenciamento genético e a manutenção das estratégias de prevenção. Entre elas estão o rastreamento de contatos e a vacinação de grupos de risco.
Embora não haja evidências de aumento na gravidade da doença até agora, o surgimento da nova variante indica que o vírus segue em evolução e exige atenção contínua das autoridades de saúde.
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