Jovem morre após confundir trombose cerebral com ressaca
Caso reforça a importância de atenção a dores de cabeça persistentes
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Áine Rose Hurst, de 19 anos, morreu vítima de uma rara trombose cerebral associada ao uso de anticoncepcional hormonal combinado. O caso ocorreu em Bolton, na Inglaterra, e foi divulgado pela família como alerta sobre os riscos, mesmo que raros, desse tipo de medicamento.
Áine começou a sentir uma forte dor de cabeça depois de sair com amigos, acreditando se tratar apenas de ressaca. O sintoma se intensificou e, pouco depois, ela apresentou confusão mental, dificuldade para falar e perdeu a consciência.
Uma ambulância foi acionada, e os paramédicos precisaram intubá-la ainda em casa antes de levá-la ao hospital. Exames de imagem identificaram um grande coágulo de sangue no cérebro, diagnóstico conhecido como Trombose Venosa Cerebral.
Segundo os médicos, o coágulo era extenso demais para tratamento. Mesmo em caso de sobrevivência, Áine teria sequelas neurológicas graves e irreversíveis. Exames posteriores confirmaram ausência de atividade cerebral, e os aparelhos de suporte à vida foram desligados. A jovem morreu minutos depois.
De acordo com a família, Áine levava uma vida considerada saudável. Desde os 15 anos, utilizava pílula anticoncepcional combinada para controlar menstruações intensas. Meses antes do episódio, ela havia interrompido o uso após apresentar pressão alta, mas retomou o medicamento depois que uma avaliação médica indicou controle do quadro.
Pouco tempo após voltar a usar o anticoncepcional, passou a relatar dores de cabeça frequentes. A família afirma que a jovem tentou aliviar o desconforto com descanso, hidratação e analgésicos, sem imaginar a gravidade da situação.
O que é a Trombose Venosa Cerebral
Segundo informações da Sociedade Brasileira de AVC, a Trombose Venosa Cerebral (TVC) é um tipo raro de acidente vascular cerebral (AVC) que ocorre quando um coágulo bloqueia as veias responsáveis por drenar o sangue do cérebro. Esse bloqueio pode causar inchaço cerebral, lesão do tecido e hemorragias.
Embora seja menos comum que outros tipos de AVC, a TVC pode afetar pessoas jovens, principalmente mulheres, e exige diagnóstico e tratamento rápidos.
A condição é mais frequente em mulheres jovens, mas pode atingir qualquer pessoa, dependendo de fatores que aumentem o risco, como:
- situações médicas como desidratação grave, câncer ou anemias.
- doenças genéticas ou adquiridas que favorecem a formação de coágulos (trombofilias);
- uso de anticoncepcionais orais;
- gravidez e período pós-parto;
- Infecções de vias aéreas superiores, ouvido ou mastoides;
- traumas graves;
Sintomas
Os sintomas podem variar, mas os principais sinais de alerta incluem:
- Dor de cabeça: pode ser súbita ou progressiva, mas chama atenção por ser uma dor nova, diferente das habituais, ou persistente, que não melhora com analgésicos comuns ou retorna após o efeito da medicação.
- Alterações na visão: embaçamento visual, dificuldade para enxergar ou visão dupla, geralmente nos dois olhos.
- Fraqueza e alterações neurológicas: perda de força em um lado do corpo, dificuldade para falar, problemas de equilíbrio, formigamentos.
- Convulsões: em alguns casos, a primeira manifestação da TVC pode ser uma convulsão, com desmaio, abalos musculares e perda da consciência.
- Rebaixamento do nível de consciência: a pessoa pode ficar sonolenta, confusa, desorientada e, sem tratamento, evoluir para coma.
*Com informações de Metrópoles.
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