Saúde Compartilhar
Saúde do cérebro

Esquecer coisas do dia a dia é comum? Entenda quando pode ser Alzheimer

Antes de qualquer sintoma, é preciso cuidar da saúde do cérebro

• Atualizado

Redação

Por Redação

Esquecer coisas do dia a dia é comum? Entenda quando pode ser Alzheimer | Foto: Canva | Reprodução
Esquecer coisas do dia a dia é comum? Entenda quando pode ser Alzheimer | Foto: Canva | Reprodução

Situações comuns na rotina como esquecer onde objetos estão guardados, demorar alguns minutos para lembrar o nome de alguma coisa ou conferir mais de uma vez uma informação podem ser um problema ligado a Alzheimer? Veja o que a médica geriatra, Julianne Pessequillo, respondeu.

Normalmente, essas situações do dia a dia se tornam mais comuns à medida em que as pessoas ficam mais velhas. Sendo assim, essas pequenas falhas na memória fazem parte do envelhecimento e não significam doença.

Quando começar a se preocupar?

Entretanto, segundo a médica, é preciso começar a se preocupar quando os esquecimentos começam a interferir na rotina do idoso, deixando-o mais dependente, e atrapalhando tarefas simples, desde compromissos a orientação em lugares conhecidos.

De acordo com Pessequillo, em meio a essas situações, é preciso, sim, a avaliação e investigação de um médico, já que há possibilidade de um quadro de comprometimento cognitivo ou até o início de uma demência, como a doença de Alzheimer, por exemplo.

Saúde do cérebro

Mesmo não existindo uma cura definitiva para a doença, a ciência tem trazido notícias incentivadoras, já que uma parcela significativa dos casos de demência pode ser evitada ou retardada com mudanças na rotina de vida. Estudos indicam que até cerca de 45–50% dos casos podem estar associados a fatores de risco potencialmente modificáveis ao longo da vida.

Sendo assim, antes de qualquer sintoma, é preciso cuidar da saúde do cérebro. Em pesquisas recentes, foram identificados 14 fatores modificáveis que, quando prevenidos ou tratados, podem reduzir significativamente o risco de desenvolver demência.

Veja quais são esses fatores e por que eles podem reduzir o risco:

  • Baixo nível de escolaridade: a educação contribui para a reserva cognitiva, capacidade de o cérebro compensar alterações relacionadas ao envelhecimento, e estimula o cérebro.
  • Perda auditiva não tratada: quando ignorada, pode levar ao isolamento social e exigir maior esforço cognitivo do cérebro.
  • Hipertensão arterial: devido a alterações em vasos sanguíneos cerebrais, de forma silenciosa, por meio da redução do fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, menor oxigenação e maior risco de microlesões vasculares. Quando essas alterações se acumulam ao longo do tempo, contribuem para o desenvolvimento da chamada demência vascular, uma das formas mais prevalentes após a doença de Alzheimer.
  • Colesterol LDL elevado: níveis altos do “colesterol ruim” estão associados a doenças cardiovasculares e também a maior risco de comprometimento cerebral, devido ao estreitamento das artérias cerebrais por acúmulo de “gordura”, prejudicando, consequentemente, a circulação cerebral.
  • Diabetes: quando mal controlado, pode causar danos vasculares e metabólicos que impactam diretamente o funcionamento do cérebro.
  • Obesidade: o excesso de tecido adiposo está associado à inflamação crônica e a alterações metabólicas que podem influenciar a saúde cerebral.
  • Sedentarismo: a atividade física regular melhora a circulação cerebral, favorece conexões entre neurônios e está associada a menor risco de demência.
  • Tabagismo: afeta a circulação sanguínea e aumenta processos inflamatórios no organismo, prejudicando também o cérebro.
  • Consumo de álcool: o uso crônico ou abusivo pode causar lesões diretas nas células cerebrais ao longo do tempo.
  • Depressão: mais do que uma condição emocional, está relacionada a alterações hormonais associadas ao estresse crônico, redução de atividade em regiões cerebrais importantes da memória, como o hipocampo. Quando persistente e não tratada, está associada a maior risco de declínio cognitivo (ou, mais conhecida, como o “fenômeno de pseudodemência depressiva”), devido à dificuldade de reter informações e organizar tarefas, afetando diretamente a atenção e a capacidade de raciocínio.
  • Isolamento social: manter relações sociais, trocas de ideias, participar de atividades em grupo e estimular interações emocionais ajuda a preservar funções cognitivas.
  • Traumatismo craniano: essas lesões repetidas podem desencadear processos inflamatórios e degenerativos.
  • Poluição do ar: a exposição prolongada a poluentes ambientais tem sido associada à inflamação cerebral, aumento do estresse oxidativo, alteração na função dos neurônios e prejuízo na comunicação entre as células nervosas, que, com o tempo, podem favorecer alterações cognitivas.
  • Perda de visão não corrigida: pode reduzir estímulos cognitivos e aumentar o isolamento social.

Vale lembrar que a saúde do cérebro é muito ligada ao estilo de vida e ao cuidado com as doenças crônicas, já que muitas condições são desenvolvidas muitos anos antes dos primeiros sintomas.

Dra. Julianne Pessequillo CRM 160.834 // RQE: 71.895

Geriatria e clínica médica – Longevidade saudável

Membro Brazil Health

Com informações do SBT News

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Fale Conosco
Receba NOTÍCIAS
Posso Ajudar? ×

    Este site é protegido por reCAPTCHA e Google
    Política de Privacidade e Termos de Serviço se aplicam.