Especialista explica importância do sal iodado para a saúde
Confira a entrevista do SCC10
• Atualizado
Após suspensão de um lote de sal grosso, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por reprovação no teste de teor de iodo, o SCC10 foi conversar com uma especialista para entender a importância do sal iodado para a saúde.
Desde 1953 a legislação brasileira obriga a adição de iodo ao sal de cozinha, como prevê a Lei 1.944/1953, atualmente Lei 6.150/1974.
Mas por que o sal de cozinha é iodado no Brasil?
Em uma conversa com a nutricionista Ana Carolina Vieira, a especialista explica que o motivo que leva a adição de iodo ao sal de cozinha, é para a prevenção de doenças e distúrbios.
“A finalidade principal da obrigatoriedade do sal iodado no Brasil está relacionada com a prevenção de doenças e distúrbios por deficiência de iodo (DDI)”, disse.
Importância do iodo para a saúde
Segundo a nutricionista, o iodo tem extrema importância para a saúde e bem-estar das pessoas. Apesar de parecer dispensável, o elemento é essencial para o desenvolvimento dos principais sistemas do corpo.
“O iodo é essencial para a saúde porque é indispensável à produção dos hormônios da tireoide, que regulam o metabolismo, o crescimento, a temperatura corporal e o funcionamento de vários órgãos. Esses hormônios influenciam diretamente o gasto de energia, os batimentos cardíacos, a digestão e o equilíbrio hormonal. Durante a gestação e a infância, o iodo é fundamental para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso, sendo decisivo para a aprendizagem e a capacidade cognitiva”, explicou a especialista.
Quando ingerido de forma adequada, o iodo melhora o funcionamento do corpo, além de regular a situação hormonal: “A ingestão adequada de iodo ajuda a manter o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do organismo, enquanto tanto a deficiência quanto o excesso podem causar distúrbios importantes à saúde“.
Falta e excesso de iodo: o que pode causar?
Muitas pessoas desconhecem a importância do iodo para o funcionamento correto do organismo, sendo assim, podem ingeri-lo em excesso, ou não ingeri-lo.
O elemento em excesso pode impactar na tireoide, de acordo com a explicação da nutricionista. Causando sintomas como: palpitações, taquicardia, ansiedade, nervosismo, tremores, insônia, sudorese excessiva, além de dor ou inchaço na tireoide, náuseas e gosto metálico na boca.
“Muito iodo pode bloquear temporariamente a tireoide ou, em algumas pessoas, estimular produção excessiva de hormônios, causando alterações como hipotireoidismo ou hipertireoidismo induzido por iodo”, disse Ana.
Já a falta do iodo também é prejudicial para a tireoide, já que a glândula usa o elemento para produzir hormônios importantes para o metabolismo. Com sintomas como: cansaço, fraqueza, ganho de peso, sensibilidade ao frio, pele seca, queda de cabelo, prisão de ventre, inchaço no pescoço (bócio), além de lentidão mental e dificuldade de concentração.
“Sem iodo suficiente, a tireoide não consegue produzir hormônios adequadamente, levando ao hipotireoidismo. Para compensar, a glândula pode aumentar de tamanho, formando o bócio” explicou.
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