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DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Entenda como diferenciar rinite, resfriado e sinusite

A semelhança entre os sintomas faz com que as pessoas confundam as doenças

• Atualizado

Redação

Por Redação

Entenda como diferenciar rinite, resfriado e sinusite | Foto: Freepik
Entenda como diferenciar rinite, resfriado e sinusite | Foto: Freepik

Com a chegada das temperaturas mais baixas, os consultórios médicos registram um aumento expressivo nos casos de rinite alérgica, sinusite, gripes, resfriados, dores de garganta, tosse e otites.

O frio, o ar seco e a tendência de mantermos ambientes fechados criam o cenário perfeito tanto para a propagação de infecções virais quanto para o desencadeamento de crises alérgicas.

Muitas vezes, a semelhança entre os sintomas faz com que as pessoas confundam as doenças, retardando o tratamento correto. O médico otorrinolaringologista Dr. Marcio Freitas, no entanto, explica que pequenas nuances ajudam a identificar cada quadro.

“A rinite alérgica costuma causar espirros frequentes, coceira, coriza clara e nariz entupido, geralmente sem febre. Já o resfriado provoca congestão nasal, mal-estar geral e uma secreção que pode engrossar com o passar dos dias. A sinusite, por sua vez, vai além: caracteriza-se por dor ou pressão na face, secreção mais espessa e uma sensação incômoda de peso na cabeça”, detalha o especialista.

Quando o “resfriado comum” vira um sinal de alerta?

O especialista ressalta que alguns sintomas não devem ser negligenciados ou tratados apenas com repouso e automedicação. A persistência de certos sinais serve de aviso para a necessidade de uma avaliação médica especializada.

Fique atento aos principais sinais de alerta:

  • Gerais: febre alta persistente, falta de ar, dor intensa na garganta ou no ouvido, dificuldade para engolir ou sintomas que pioram em vez de melhorar.
  • No nariz: obstrução nasal prolongada, sinusites frequentes, sangramentos recorrentes, dor ou pressão forte na face e perda do olfato.
  • Nos ouvidos: dor intensa, sensação de ouvido tampado, saída de secreção, tontura forte ou perda auditiva súbita. “Algumas alterações no ouvido podem deixar sequelas permanentes se não forem tratadas precocemente”, adverte o médico.
  • Na garganta: rouquidão que persiste por mais de duas semanas, sensação constante de irritação e dificuldade crônica para falar ou engolir.

Em crianças, a atenção deve ser redobrada para a respiração feita exclusivamente pela boca, ronco intenso, dificuldade respiratória, chiado no peito e sonolência excessiva. E, de maneira geral, cuidar da saúde das vias aéreas superiores durante o inverno é fundamental para garantir a qualidade de vida e evitar complicações que exijam intervenções mais invasivas.

Ao notar sintomas persistentes ou os sinais de alerta mencionados, a consulta com um otorrinolaringologista é o caminho mais seguro.

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