Entenda a importância do pré-natal para evitar parto prematuro
Prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil
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Uma gestação completa tem duração de 37 e 42 semanas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o bebê é prematuro quando nasce antes da 37ª semana. Em todo o mundo, um em cada dez bebês nasce prematuro, e a prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil. Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, anualmente, nascem cerca de 340 mil prematuros, o que corresponde a 931 nascimentos prematuros por dia e seis casos a cada dez minutos.
A médica e chefe do serviço de Neonatologia da Clínica e Maternidade Santa Helena, Leila Denise Cesário Pereira, explica que a prematuridade é mais frequente quando existe história materna prévia de nascimento prematuro. “O risco é maior quanto maior for o número de fetos, quando a mãe não faz ou inicia tardiamente o pré-natal, quando ocorre infecção, hipertensão arterial ou diabetes na gestação, dificuldade de crescimento fetal, em caso de reprodução assistida, por exemplo, fertilização in vitro, entre outras causas”, explica a pediatra.
Desde 2008, no mês de conscientização sobre o parto prematuro, o Novembro Roxo, é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, no dia 17. A cor roxa foi escolhida por ser símbolo de sensibilidade e individualidade e significar transmutação, mudança.
Sobrevida
A sobrevida dos prematuros dependerá da estrutura e da qualidade do cuidado pré-natal, da assistência ao trabalho de parto e do atendimento neonatal. “As possibilidades de sobrevida estão condicionadas à idade gestacional, ao peso ao nascer e às complicações que o prematuro apresenta”, afirma a chefe do serviço de Neonatologia.
Ainda de acordo com a médica, as complicações associadas à prematuridade são resultado da imaturidade dos órgãos, tanto anatômica quanto funcional. Cerca de sete em cada dez bebês prematuros com menos de 1.500g necessitam de ajuda para começar a respirar logo após o nascimento. “O pulmão imaturo muitas vezes exige o uso de equipamentos que ajudem o bebê a manter a respiração nos primeiros dias de vida”, aponta.
É comum que haja dificuldade em manter a temperatura corporal normal, há dificuldade alimentar e suscetibilidade a infecções. Segundo a Leila, os mais prematuros podem apresentar hemorragia cerebral. “Isso faz com que os prematuros necessitem ser cuidados por uma equipe multiprofissional, com a participação da família, que atuam de forma conjunta para proporcionar as melhores condições aos bebês, para que continuem a se desenvolver fora do útero materno, e para evitar ou minimizar sequelas”, alerta.
Quais são as medidas preventivas?
A medida preventiva mais importante é a realização das consultas pré-natais desde o início da gestação. Assim, as situações que aumentam o risco de prematuridade podem ser identificadas e tratadas em tempo.
Por vezes, o nascimento prematuro pode ser evitado, e em outras, adiado por um breve período, dando-se à mãe medicamentos para retardar ou parar as contrações. Em determinadas situações a mulher recebe injeções de corticosteroides para acelerar o desenvolvimento dos pulmões do feto e para prevenir o risco de sangramento cerebral.
Contato pele a pele com o bebê prematuro
Neste ano, o tema global é “Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento”, importância defendida pela Dra. Leila. “O contato pele a pele do recém-nascido com a mãe deve ser realizado imediatamente após o nascimento, durante pelo menos uma hora, desde que o recém-nascido nasça bem, apresente boas condições de saúde e seja constantemente observado pela equipe médica”, conclui.
Um estudo de revisão incluindo 32 países concluiu que o contato pele a pele ao nascimento aumenta a chance de sucesso do aleitamento materno e contribui para uma melhor interação entre a mãe e o bebê.
A Organização Mundial da Saúde também recomenda que a amamentação seja iniciada na primeira hora de vida.
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