Saúde Compartilhar
Alerta

Cílios postiços escondem tumor cerebral por meses

Alteração no olho só foi percebida após retirada das extensões.

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Cílios postiços escondem tumor cerebral por meses | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Cílios postiços escondem tumor cerebral por meses | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher no Reino Unido descobriu um tumor cerebral após um detalhe físico passar despercebido por meses devido ao uso frequente de cílios postiços. O caso envolveu a britânica Jenny Keepe, de 34 anos, que só identificou a alteração após retirar as extensões.

Em junho de 2020, durante uma reunião familiar, parentes notaram que o olho direito dela estava levemente saltado. Até então, a mudança não havia sido percebida, já que o volume dos cílios — conhecido como “volume russo” — cobria parcialmente a região dos olhos.

Na época, Jenny trabalhava como gerente de bar na Inglaterra e utilizava as extensões com frequência. A alteração estética acabou mascarando um sinal importante de alerta, o que retardou a identificação do problema.

Após a observação da família, exames de imagem confirmaram o diagnóstico de meningioma, um tipo de tumor cerebral geralmente benigno e de crescimento lento. Segundo a própria paciente, ela não apresentava sintomas comuns, como dores de cabeça ou alterações neurológicas.

O tumor foi tratado com cirurgia e sessões de radioterapia. Atualmente, o quadro é considerado estável, com acompanhamento médico regular.

O que é o meningioma

O meningioma se desenvolve nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Na maioria dos casos, a evolução é lenta e os sinais podem ser discretos, variando conforme a área afetada.

Por isso, o diagnóstico muitas vezes ocorre apenas quando surgem sintomas mais evidentes ou alterações físicas perceptíveis, como assimetrias no rosto ou inchaços.

Durante a investigação, médicos também levantaram a hipótese de relação com o uso prolongado de contraceptivo hormonal à base de medroxiprogesterona. Estudos apontam que o uso contínuo e em altas doses pode estar associado a um pequeno aumento no risco de meningiomas, embora a ocorrência seja considerada rara. Após a suspeita, a recomendação médica foi suspender o uso do medicamento.

O caso reforça a importância de observar mudanças no corpo, mesmo que sutis. Alterações físicas aparentemente simples podem indicar condições mais graves. O acompanhamento médico regular também é essencial, especialmente em casos de uso prolongado de medicamentos.

*Com informações do portal Metrópoles

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Fale Conosco
Receba NOTÍCIAS
Posso Ajudar? ×

    Este site é protegido por reCAPTCHA e Google
    Política de Privacidade e Termos de Serviço se aplicam.