Cicada: conheça a nova variante da Covid-19
A cepa BA.3.2 já foi identificada em mais de 20 países
• Atualizado
A Covid-19 ganhou uma nova variante, conhecida como “Cicada” (cigarra, em tradução livre), que vem preocupando a população mundial. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a cepa BA.3.2 já foi identificada em mais de 20 países. Até o momento, não há registros no Brasil.
Em entrevista ao SBT News, o virologista da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Eduardo Brandão, explicou que a nova variante não demonstra maior gravidade em relação às demais.
Cicada
A avaliação está alinhada ao posicionamento da Rede Global de Vírus (GVN), uma coalizão internacional com mais de 90 centros de excelência em mais de 40 países. A entidade monitora a BA.3.2 e informa que, até agora, não há evidências que indiquem motivo para alarme ou preocupação pública elevada. A recomendação da vacinação segue como principal preventivo à doença.
“Ela é uma linhagem dentro da Ômicron, que começou a surgir em 2021. Como esperado para esse vírus, tem várias mutações no genoma, mas não traz preocupação adicional em termos de saúde pública. Não representa um risco maior do que a Covid-19 já apresenta. É uma variante de interesse, que está sendo observada, mas sem impacto significativo nas tendências da doença”, afirmou.
Sobre o termo “maior escape imunológico”, usado para se referir à variante, o especialista explica: “Esse termo acaba sendo um pouco mal usado porque o vírus pode escapar dos anticorpos. Em algumas linhagens, os anticorpos não se ligam tão bem ao vírus, como ocorre nessa nova variante. Mas o sistema imune não é formado só por anticorpos, há também outras células de defesa que participam do processo. No fim, as vacinas continuam cumprindo o papel de proteger contra a doença grave, inclusive contra essa variante. Ela não tem um escape imunológico suficiente para fugir da proteção da vacinação”.
Variante da Covid-19
Além disso, o virologista tranquiliza a população e afirma que não há indicação de que a variante provoque uma nova onda de casos graves.
“Ela não tem nenhuma gravidade a mais do que as outras variantes. Não há nenhum padrão que indique isso”, concluiu.
Com informações do SBT News
Leia Mais
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO