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Transtorno neurológico

Apraxia de Fala: Entenda distúrbio sofrido por filho de Wanessa Camargo

Transtorno neurológico afeta 2 em cada mil crianças no país 

• Atualizado

Redação

Por Redação

Imagem Ilustrativa. Foto: Pexels | Banco de Imagens
Imagem Ilustrativa. Foto: Pexels | Banco de Imagens

Enquanto estava confinada no BBB 24, a cantora Wanessa Camargo abriu o coração e revelou que o seu filho mais novo, João Francisco, de 10 anos, tem Apraxia de Fala na Infância (AFI). A condição do filho da artista com o empresário Marcus Buaiz se repete em vários lares brasileiros, pois a AFI é um transtorno neurológico, pouco conhecido até entre a classe médica no Brasil, que acomete a reprodução dos sons da fala e afeta 2 em cada mil crianças no país. 

“O meu filho mais novo só falou após os três anos. Ele tem apraxia de fala”, disse a cantora, em conversa com os outros brothers na última edição do reality, que foi encerrada nesta semana. A fonoaudióloga infantil Elisabete Giusti, conselheira técnica da Associação Brasileira de Apraxia da Infância (ABRAPRAXIA), explica que os pais devem ficar atentos no caso de a criança apresentar atraso e/ou dificuldades para desenvolver a fala. 

“A apraxia atinge o planejamento e a programação das sequências de movimentos necessários para produzir a fala, pois o cérebro não envia os comandos adequados para os articuladores, dificultando a produção das palavras. É uma alteração funcional e que nem sempre é detectada em exames para o estudo do cérebro, como ressonância e tomografia”, explica Elisabete. 

O diagnóstico deve ser realizado por um fonoaudiólogo que possua experiência em transtornos de fala e de linguagem, incluindo os distúrbios motores de fala. O profissional será o responsável por avaliar, diagnosticar e determinar o melhor plano de tratamento. O transtorno pode acontecer em conjunto com outras comorbidades, por isso é fundamental que as crianças sejam acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. 

Com o intuito de alertar o poder público, profissionais de saúde e a sociedade sobre a existência desse transtorno, três mulheres fundaram, em 2016, a Associação Brasileira da Apraxia da Fala na Infância (ABRAPRAXIA), cuja missão é promover ações que possibilitem às crianças com este diagnóstico alcançar seu melhor potencial. A associação conta com mais de 70 mil seguidores no Instagram e já capacitou 23 mil pessoas, entre fonoaudiólogos, pais e familiares, além de oferecer cursos regulares sobre o transtorno.

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