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Sem comprovação

Anvisa alerta para riscos da soroterapia, procedimento feito por Virginia nos EUA

Agência afirma que aplicação de vitaminas e nutrientes na veia só deve ser feita quando houver indicação médica

• Atualizado

Redação

Por Redação

Anvisa alerta para riscos da soroterapia, procedimento feito por Virginia Fonseca nos EUA – Imagem: redes sociais
Anvisa alerta para riscos da soroterapia, procedimento feito por Virginia Fonseca nos EUA – Imagem: redes sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta terça-feira (14) que a soroterapia não tem benefícios comprovados para pessoas saudáveis. Segundo o órgão, a aplicação de vitaminas, medicamentos e outros nutrientes diretamente na veia deve ser realizada apenas quando houver indicação clínica, após avaliação de um profissional de saúde habilitado.

O posicionamento da agência ocorre em meio ao aumento da popularidade do procedimento nas redes sociais. Recentemente, a influenciadora Virginia Fonseca contou aos seguidores que fez soroterapia durante uma viagem aos Estados Unidos. Ela disse que decidiu recorrer ao procedimento após enfrentar uma gripe, sair da rotina e mudar os hábitos alimentares durante a viagem, relatando melhora no bem-estar.

Apesar da repercussão, a Anvisa afirma que não existem evidências científicas de que a soroterapia aumente a disposição, fortaleça a imunidade, previna doenças, retarde o envelhecimento ou “desintoxique” o organismo em pessoas saudáveis.

De acordo com a agência, o uso da via intravenosa é indicado em situações específicas, como casos de desidratação, internação hospitalar ou quando o paciente não consegue receber nutrientes pela alimentação. Nesses casos, a administração direta na corrente sanguínea faz parte de tratamentos médicos já estabelecidos.

Fora dessas situações, porém, a prática pode expor o paciente a riscos sem oferecer benefícios comprovados. Entre as possíveis complicações estão infecções, reações alérgicas e outros problemas relacionados à aplicação intravenosa. A Anvisa também ressalta que informações divulgadas na internet não substituem tratamentos baseados em evidências científicas.

O órgão ainda chama atenção para o uso indiscriminado de vitaminas. Embora sejam importantes para o funcionamento do organismo, o consumo em excesso pode provocar hipervitaminose, condição que pode causar náuseas, vômitos, dor de cabeça e alterações no funcionamento do fígado e dos rins. Por isso, a reposição deve ser feita apenas quando houver necessidade comprovada.

Outro esclarecimento da agência é que não existe “cosmético injetável”. Segundo a Anvisa, cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo. Produtos aplicados por injeção precisam seguir as normas específicas de outras categorias, como medicamentos ou dispositivos médicos.

Antes de realizar qualquer procedimento, a Anvisa recomenda que o consumidor confirme se os produtos utilizados estão regularizados, verifique se o profissional é habilitado e consulte o conselho profissional da categoria. O objetivo, segundo a agência, é reduzir riscos e garantir que os tratamentos sejam realizados com segurança e baseados em evidências científicas.

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