Estudo revela que 40% dos infartos ocorrem em pessoas consideradas de baixo risco
A da Pure, traz um alerta importante para médicos, pacientes e políticas públicas de saúde
• Atualizado
Uma pesquisa realizado pela Prospective Urban Rural Epidemiology (Pure), entidade científica que estuda doenças pelo mundo, mostra que quatro em cada 10 infartos, cerca de 40% dos casos, ocorrem em pessoas consideradas de baixo risco cardiovascular. Segundo um estudo internacional de grande escala divulgado recentemente muitos ataques cardíacos acontecem fora do radar das avaliações tradicionais. A pesquisa, segundo a Pure, traz um alerta importante para médicos, pacientes e políticas públicas de saúde.
O que significa “baixo risco cardiovascular”?
Segundo a Cure, o risco cardiovascular é calculado com base em fatores como idade, pressão arterial, colesterol, diabetes e tabagismo para estimar a probabilidade de um indivíduo ter um evento grave, como um infarto ou AVC, nos próximos anos. Normalmente, pessoas com níveis saudáveis nesses indicadores são consideradas de baixo risco e, por isso, não entram na mira de estratégias intensivas de prevenção.
Porém, o estudo mostrou que 40% dos infartos ocorrem em pessoas sem fatores de risco elevados ou que não estavam classificadas como “alto risco” pelos métodos tradicionais de avaliação clínica. Isso sugere que as ferramentas usadas hoje podem estar subestimando o risco de um número relevante de indivíduos, especialmente aqueles que não se encaixam nos perfis prévios considerados perigosos.
Por que isso importa?
Conforme a Pure, a descoberta levanta questionamentos sobre a precisão das avaliações de risco cardiovascular e a necessidade de revisão das estratégias de prevenção. Se uma proporção tão grande de infartos acontece em pessoas sem grandes sinais de alerta, isso mostra a necessidade de adoção para todos, não só para quem pertence a algum grupo de risco. Além disso, a Pure aponta que o monitoramento regular da saúde do coração, informação correta e didática sobre saúde do cardiovascular e o combate aos hábitos nocivos, ajudam a reduzir doenças graves.
Embora o estudo questione a exclusividade dos modelos atuais, a ciência mostra que fatores clássicos como pressão alta, colesterol alto, açúcar elevado no sangue e tabagismo estão presentes na maioria dos casos de infarto e AVC em mais de 99% dos eventos analisados em outra pesquisa similar.
Sintomas de infarto: fique atento
Independentemente da classificação de risco, conhecer os sintomas de um ataque cardíaco pode salvar vidas. Os sinais incluem dor ou pressão no peito, desconforto nos braços, costas, pescoço, mandíbula ou estômago, falta de ar, náuseas ou suor frio e sensação de tontura ou desmaio.
*Com informações do Portal Metrópoles
Leia Mais
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO