Resoluções de 2025: ainda dá tempo de cumprir?
Ainda dá tempo de cumprir as resoluções pensadas para fazer ao longo do ano?
• Atualizado
Você lembra das resoluções que planejou para fazer em 2025? Janeiro passou, fevereiro também, já estamos em dezembro e muitas resoluções feitas na virada do ano já ficaram pelo caminho.
Praticar exercícios, organizar a vida financeira ou cuidar mais da saúde parecem metas distantes para quem perdeu o ritmo logo nos primeiros meses.
Mas, ainda dá tempo de cumprir as resoluções pensadas para fazer ao longo do ano?
Momento ideal para as Resoluções
Muitas pessoas seguem a tradição de começar um novo ano com as resoluções prontas, mas existe um momento “ideal” para planejar as metas?
Em conversa com uma especialista, a psicóloga Amanda Patricia Pimentel de Miranda, afirmou que, “do ponto de vista psicológico, não existe um momento universalmente ideal para estabelecer metas“.
Entretanto, as pessoas tendem a planejar resoluções no início do ano como um “marco simbólico”, com a intenção e vontade de mudar, mas sem a garantia de estender esta vontade ao longo do ano.
“Na TCC, o que sustenta a mudança não é o momento em que a meta é definida, mas sim a clareza do objetivo, a viabilidade, o alinhamento com valores pessoais e a construção de planos de ação realistas e graduais. Mudanças eficazes podem ser iniciadas em qualquer período, desde que a pessoa esteja minimamente engajada e disposta a revisar estratégias ao longo do processo” ressaltou a especialista.
A culpa em não cumprir
Ao longo do ano as resoluções vão sendo espremidas em meio a rotina. Por exemplo, a vontade de praticar um novo esporte pode simplesmente sumir durante os dias cheios, ou a alimentação saudável pode ser deixada de lado em um dia cansativo, quando a opção mais fácil é comer aquilo que já está pronto.
Por esses e outros motivos, muitas pessoas acabam se culpando por deixar de cumprir aquilo que planejaram fazer no início do ano, e não voltam atrás para recomeçar.
“A culpa excessiva tende a ser um fator de manutenção do ciclo de fracasso e consequentemente ocasionar uma constante procrastinação. Quando a pessoa interpreta o não cumprimento da meta como uma falha pessoal, e não como parte natural de um processo de aprendizagem, surgem padrões de autocrítica intensa, que aumentam emoções como vergonha, desânimo e, então, aumenta a probabilidade de um comportamento evitativo” disse a psicóloga.
Sendo assim, é necessário perceber que nem todas as resoluções planejadas para serem cumpridas durante o ano vão ser de fato cumpridas. E com isso, a decisão de tentar um recomeço deve ser vista com bons olhos.
“A culpa, quando não é elaborada de forma funcional, pode gerar pensamentos disfuncionais do tipo ‘eu nunca consigo’ ou ‘não sou capaz’, dificultando o recomeço. Uma postura mais autocompassiva e orientada para ajustes, em vez de punição, favorece a retomada do processo e o desenvolvimento de maior autorregulação emocional” concluiu.
Ainda dá tempo de cumprir as Resoluções de 2025?
A especialista explicou o fato pelo qual muitas pessoas desistem das resoluções logo nos primeiros meses do ano, já que tendem a planejar metas irreais, ou fora do contexto em que estão inseridas, tornando mais difícil a conclusão.
“Sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, a abordagem que trabalho, a desistência precoce está frequentemente relacionada à formulação inadequada das metas e às expectativas irreais associadas a elas. Muitas resoluções são estabelecidas de forma genérica, excessivamente ambiciosa ou desconectada da rotina real da pessoa, o que aumenta a probabilidade de frustração. Além disso, há uma tendência a superestimar a motivação inicial e subestimar as dificuldades do processo”, explicou Amanda.
“Quando surgem os primeiros obstáculos, pensamentos automáticos como ‘não tenho disciplina’ ou ‘já falhei, então não adianta continuar’ podem levar à desmotivação e ao abandono. A ausência de estratégias de planejamento, monitoramento e reforço positivo também contribui para a interrupção precoce do comportamento desejado” finalizou.
Com isso, é plausível avaliar e se fazer a seguinte pergunta: se é possível desistir logo no começo, por que não recomeçar no final?
O novo ano está batendo à porta, por isso, termine aquilo que já estava planejado para fazer ou recomece, agora, coisas que já deviam ter sido concluídas.
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