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Marco histórico

Exército Brasileiro terá a primeira mulher general da história

Médica militar assume posto inédito em cerimônia em Brasília.

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Exército Brasileiro terá a primeira mulher general da história | Foto: Exército Brasileiro/Divulgação
Exército Brasileiro terá a primeira mulher general da história | Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

O Exército Brasileiro terá, pela primeira vez, uma mulher no posto de general. A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, será oficializada nesta quarta-feira (1º), durante cerimônia no Clube do Exército, em Brasília.

A promoção foi definida após indicação em 24 de fevereiro e dependia da confirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a nomeação, a militar passa a integrar o grupo de oficiais-generais, responsável pelo comando de grandes unidades e pelo planejamento estratégico da Força.

Durante a solenidade, Cláudia receberá a espada de general e o bastão de comando, símbolos da nova patente. A cerimônia também prevê a presença de integrantes do Alto-Comando do Exército, do Ministério da Defesa e de outras autoridades militares.

Além dela, outros oficiais serão promovidos. Ao todo, 17 coronéis ascendem ao posto de general de brigada, 11 generais de brigada avançam para general de divisão e dois generais de divisão chegam ao topo da carreira, como generais de Exército.

Em declaração, a nova general afirmou que representa mulheres que atuam ou desejam ingressar na carreira militar. Segundo ela, a conquista reflete o trabalho desenvolvido ao longo de décadas de serviço.

Trajetória

Natural de Recife, Cláudia Gusmão é médica pediatra e ingressou no Exército em 1996. Ao longo da carreira, ocupou cargos de liderança na área de saúde militar, incluindo a direção de hospitais em Natal e Campo Grande.

A oficial também atuou como chefe do escalão de saúde do Comando da 1ª Região Militar e liderou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste. Formada pela Universidade de Pernambuco, é casada e mãe de duas filhas.

A nomeação é considerada um marco histórico para as Forças Armadas. Nas últimas décadas, a presença feminina tem crescido gradualmente, inclusive em funções de comando.

*Com informações do portal Metrópoles

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