PF prende Adilsinho, o bicheiro mais procurado do RJ
Ele foi capturado em uma casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante operação integrada
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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (26), Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado por investigadores como um dos maiores contraventores do Rio de Janeiro e principal nome por trás do monopólio da venda de cigarros ilegais no estado.
Adilsinho foi preso em uma casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ), em ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com apoio do Serviço Aeropolicial.
Segundo os investigadores, Adilsinho estava foragido por força de mandado expedido pela Justiça Federal e também era procurado pela Justiça Estadual, apontado como mandante de homicídios.
Operação Libertatis II mira organização criminosa armada
Adilsinho, que foi preso nesta quinta-feira, é o principal investigado da Operação Libertatis II, deflagrada em março de 2025. A ação mira uma organização criminosa armada, com atuação transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros.
De acordo com as apurações, o grupo domina territórios estratégicos e utiliza violência para controlar a distribuição do produto no estado. As investigações indicam que a organização impunha monopólio na venda de cigarros ilegais, afetando a arrecadação de impostos e ampliando a atuação do crime organizado no RJ.
Ligação com jogo do bicho e influência no samba
Além do comércio ilegal de cigarros, Adilsinho também é apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, ele teria ampliado sua área de atuação, assumindo pontos na Zona Sul, no Centro e na Zona Norte da capital, além de manter influência na Baixada Fluminense, especialmente em Duque de Caxias.
Investigadores afirmam que ele defendia a formação de uma “nova cúpula” da contravenção no estado.
No mundo do samba, Adilsinho também ganhou notoriedade. Em 2024, tornou-se patrono da tradicional escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, movimento interpretado por autoridades como tentativa de reforçar prestígio e influência no meio da contravenção, uma relação historicamente associada ao jogo do bicho no Rio.
Encaminhamento ao sistema prisional
Após a prisão, o contraventor foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ainda nesta quinta-feira, ele deve ser encaminhado ao sistema prisional do estado, onde ficará à disposição da Justiça.
A prisão de Adilsinho é considerada estratégica pelas forças de segurança, por atingir diretamente a estrutura financeira e operacional do crime organizado ligado ao comércio ilegal de cigarros e à contravenção no Rio de Janeiro.
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