O ‘alinhamento planetário’ vai mesmo acontecer? Entenda
O Observatório Nacional explicou como funcionará o fenômeno
• Atualizado
O Observatório Nacional, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), explicou como funcionará o suposto alinhamento planetário que estava previsto para aparecer neste sábado (28).
Dos seis planetas que estavam previstos para aparecer, apenas quatro (Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter), junto da Lua, estarão simultaneamente no céu, porém próximos, não em linha reta.
“Quando vemos um alinhamento planetário aqui da Terra, não os veremos formando uma linha reta, mas sim mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu, já que nós, na Terra, estamos sobre a linha. É como observar uma fila de pessoas ou de carros, estando nela”, explicou Gabriel Hickel, doutor em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Ainda será possível assistir ao alinhamento?
Para aqueles que gostam de assistir ao “desfile”, a notícia não é boa. Segundo os especialistas, a maioria dos planetas não poderão ser vistos a olho nu, como era previsto anteriormente.
“Ocorre que Mercúrio e Vênus estarão aparentemente muito próximos do Sol e é quase impossível vê-los. A palavra ‘aparentemente’ refere-se à nossa visão do céu e não à disposição dos planetas em suas órbitas no Sistema Solar”, afirmou o Observatório.
Entretanto, o evento estará acontecendo em todo Brasil, e aqueles que quiserem se arriscar podem tentar “ir para um local onde tenha um horizonte oeste desimpedido, sem edificações, morros ou árvores na sua linha de visada”.
Dependendo da localização do observador, será possível enxergar Vênus ou Mercúrio, que ficarão visíveis por apenas 10 minutos. Já o planeta Saturno poderá ser visto por volta das 20h.
Alinhamento planetário
“Alinhamentos planetários não têm nenhuma influência significativa na Terra, além de proporcionar um espetáculo visual no céu. A influência gravitacional dos planetas sobre a Terra é pequena, causando pequenas alterações cíclicas na órbita da Terra e na inclinação do eixo de rotação do planeta, ao longo de milênios”, explica o ON.
Com informações do Metrópoles
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