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Tristeza

“Nada trará ela de volta”, lamenta pai de menina que morte é investigada em Criciúma

Em um depoimento emocionante, o pai desabafou nas suas redes sociais após perder a filha de 2 anos

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Foto: Reprodução | Google Maps
Foto: Reprodução | Google Maps

Após a morte de duas crianças que moravam no mesmo condomínio no bairro São Sebastião, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, no final de semana, o pai de uma das crianças lamentou a morte da filha nas redes sociais. Em um depoimento emocionante, o pai desabafou após perder a filha de 2 anos.

Veja o apelo na íntegra

“Apelo de um pai! Perdi minha amada filhinha nesse final de semana sem ao menos saber a real causa da morte, apresentava sinais de uma virose na sexta-feira e foi levada ao hospital, consultou e voltou para casa. No sábado foi levada as pressas ao hospital novamente tendo convulsões e teve uma parada cardíaca, onde tentaram reanimá-la por mais de 40 minutos. Quando estava velando minha amada filhinha, o irmão de um ano mais de idade começou também com sintomas e foi levado ao hospital onde ficou internado e está em tratamento. Minha filhinha, o irmão e muitas outras crianças moram no condomínio Residencia Jardim União, onde a pouco tempo atrás faleceu repentinamente um menino com idade aproximada a de minha filha. Nada nesse mundo vai trazer minha filha de volta, mas como pai peço as autoridades competentes: vigilância sanitária, epidemiológica e órgãos de saúde que investiguem o caso para que minhas lagrimas hoje não sejam também a de outros pais do Residencial Jardim União”.

Entenda o caso

Além dos dois óbitos, outras duas crianças residentes no condomínio foram hospitalizadas após apresentarem os mesmos sintomas: febre, vômito e diarreia. O quadro de saúde delas é estável. As mortes foram comunicadas para o setor de Agravos no dia 27 de junho.

Análises e exames estão sendo realizados para identificar o elemento causador das mortes. Conforme os testes, já foram descartadas as suspeitas de infecção por Meningite Bacteriana e Meningococcemia, além de outras infecções. Está sendo investigada a possibilidade de contaminação da água.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a Vigilância Epidemiológica, por intermédio do setor de Agravos de Notificação Compulsória, desenvolve ações seguindo o protocolo da DIVE (Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina). Equipes da Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Centro de Controle de Zoonoses e Defesa Civil do Município, estiveram no local coletando informações, amostras e monitorando o espaço.

“O Governo do Município segue monitorando a situação, aguardando o resultado dos exames e acompanhando a situação do condomínio residencial”, informou por meio de nota a Secretaria.

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