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MÊS DA MULHER

Mulheres podem acelerar ação no TRT-SC

As inscrições de processos podem ser feitas até 23 de fevereiro

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Mulheres podem acelerar ação no TRT-SC | Foto: reprodução.
Mulheres podem acelerar ação no TRT-SC | Foto: reprodução.

Mulheres que têm processos na Justiça do Trabalho terão, de 9 a 13 de março, a oportunidade de agilizar o fim da ação trabalhista por meio da conciliação, isto é, quando o processo é encerrado de comum acordo. Para isso, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SC), basta participar do projeto “Elas em Pauta”, que será realizado pela Justiça trabalhista em todo o Brasil em março, no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. 

As inscrições de processos podem ser feitas até 23 de fevereiro, no site do TRT-SC.

Como vai funcionar o Elas em Pauta

Segundo o TRT-SC, será por meio dos centros de conciliação (Cejuscs) e as varas do trabalho darão prioridade a tentativas de conciliação de processos nos quais estão envolvidas mulheres trabalhadoras. A iniciativa nasceu no TRT da 6ª Região de Pernambuco (PE) em 2022 e, este ano, passou a integrar o calendário nacional de pautas temáticas de conciliação da Justiça do Trabalho, com o apoio do Comitê Nacional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TST 
 
“O objetivo é dar visibilidade às questões que atingem de forma diferenciada as mulheres no mundo do trabalho e promover uma política pública de conciliação comprometida com a promoção da igualdade, da escuta qualificada e da valorização da mulher trabalhadora”, afirma o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho e coordenador do Cejusc do TST, ministro Caputo Bastos.
 

Por que conciliar?


Na conciliação trabalhista, a Justiça atua como mediadora entre os envolvidos no processo, buscando um consenso. “Conciliar é uma forma mais rápida e menos desgastante de resolver o conflito trabalhista, porque a solução para o caso pode ser construída por quem está envolvido no processo, sem a necessidade de esperar por uma decisão judicial”, explica o ministro.

O acordo é homologado por um juiz ou por uma juíza e passa a ter força de decisão judicial. Em 2025, quase metade (45%) dos 86 mil processos solucionados pelos juízes e juízas do TRT-SC foi por conciliação.

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