Mais de 23% dos pontos do litoral de SC estão impróprios para banho, aponta relatório
Levantamento do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina indica 61 pontos para banho com restrição; Florianópolis tem 18 pontos inadequados
• Atualizado
O primeiro relatório de balneabilidade do outono (com temperaturas que ainda lembram o verão catarinense) aponta que Santa Catarina tem 61 pontos impróprios para banho, o que representa 23,46% dos locais analisados.
O mais recente relatório de balneabilidade foi divulgado na sexta-feira (20), com dados coletados pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), entre os dias 16 e 17 de março em 260 pontos do litoral.
De acordo com o levantamento, 199 pontos (76,54%) foram classificados como próprios para banho. Em Florianópolis, principal destino turístico do estado, 18 dos 88 locais monitorados estão inadequados, o equivalente a 20,45%.
Entre os destaques negativos na capital estão trechos da Beira-Mar Norte, todas as áreas comprovadas como impróprias, além de pontos em praias como José Mendes, Itaguaçu, Bom Abrigo e na Lagoa da Conceição. Também há restrições em áreas de rios e canais que deságuam em praias, como no Campeche e na Praia Brava.
O relatório chama a atenção para a recorrência de problemas em locais próximos às saídas de rios, galerias pluviais e áreas urbanizadas – pontos mais suscetíveis à contaminação, especialmente após chuvas intensas.
O documento também aponta mudanças recentes na condição de balneabilidade. Municípios como Itapema, Itapoá e Navegantes registraram pontos que passaram de próprios para impróprios nesta semana.
Por outro lado, houve melhorias em locais de cidades como Bombinhas e Florianópolis, onde alguns trechos passaram a ser considerados adequados para banho.
Orientações aos banhistas e quando não tomar banho de mar
O IMA reforça que não é recomendado entrar no mar nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas fortes, período em que há maior risco de contaminação da água. Também é indicado evitar áreas próximas a canais e saídas de drenagem.
Outro alerta é para a presença de algas. Mudanças na coloração da água, mau cheiro e aparência turva podem indicar uma situação em que o contato com a água deve ser evitado.
Monitoramento das praias em SC
A análise segue os critérios da Resolução nº 274/2000 do Conama, que classifica a água como própria ou imprópria com base na concentração de bactérias como a Escherichia coli . As coletas são feitas semanalmente durante a temporada de verão e devem seguir até o fim de março.
Os dados completos da praia podem ser consultados no site oficial de balneabilidade do estado.
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