Incêndio no Pantanal: Marinha do Brasil entra na guerra contra o fogo
Militares, meios navais e aeronavais da Marinha do Brasil são reforçados para combater incêndios no Pantanal
• Atualizado
Com o objetivo de evitar que o fogo destrua o bioma, o efetivo da Marinha do Brasil foi ampliado para 250 militares, sendo 150 Fuzileiros Navais, que, desde a última semana, passaram a contar também com o reforço de meios navais e aeronavais para conter o incêndio que se alastra pelo Pantanal, na região Centro-Oeste do país.
No total, estão sendo empregados um navio-patrulha, uma aeronave esquilo (UH-12), quatro embarcações e cinco viaturas para o transporte de equipamentos.
Desde o dia 5 de junho, a Marinha vem atuando contenção dos focos de incêndio, mas por conta da rápida escalada dos últimos dias as ações foram intensificadas. A operação está sendo conduzida pelo Comando do 6º Distrito Naval em apoio ao Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso do Sul e ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama. Os militares realizam vigilância, reconhecimento e combate aos incêndios florestais nas margens do Rio Paraguai.
Na área de adestramento do Rabicho, na região da Nhecolândia, bombeiros, Fuzileiros Navais
e proprietários de fazendas colaboraram para controlar a frente de fogo vinda do Paraguai Mirim. Na
região conhecida como Formigueiro, à margem direita do Rio Paraguai, também foram realizadas
ações de combate ao fogo.
Além deste ano registrar índices pluviométricos muito baixos, a intensidade do vento prejudica o trabalho do pessoal em terra e a fumaça dificulta o sobrevoo das aeronaves.
Governo realiza reunião para monitorar incêndios
A primeira reunião da sala de situação criada pelo governo para monitorar os incêndios no Pantanal aconteceu na segunda-feira (17), com a participação de 19 ministérios. Entre as medidas previstas estão a ampliação de recursos e a simplificação do processo de contratação de brigadistas e equipamentos.
Segundo o SBT News, um estudo do laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrou que do início do ano até junho, o fogo já destruiu mais de 370.000 hectares, o que corresponde a mais de três vezes a cidade do Rio de Janeiro. A área é 54% maior do que a atingida no mesmo período em 2020, ano em que foi registrado o pior incêndio florestal da história do Pantanal.
Renata Libonati, coordenadora do laboratório, destaca que o período de seca ainda está longe de acabar: “Pelo menos nos próximos três meses as previsões sazonais não indicam uma mudança muito grande no padrão de chuva. A conjunção dessa seca e dessas temperaturas muito elevadas, principalmente durante eventos de ondas de calor, traz uma predisposição muito grande para a vegetação a queimar”.
Com informações do SBT News.
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