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Investigação

IMA aponta causas para peixes mortos em Palhoça

IMA aponta descarte de pescado ou causas naturais como hipóteses para mortandade de peixes no Rio Imaruim, em Palhoça

• Atualizado

Redação

Por Redação

IMA aponta causas para peixes mortos em Palhoça. Foto: Guilherme Medeiros
IMA aponta causas para peixes mortos em Palhoça. Foto: Guilherme Medeiros

Milhares de peixes foram encontrados mortos na manhã de segunda-feira (23) no Rio Imaruim, no trecho da Avenida Rio Grande, no bairro Rio Grande, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A cena chamou a atenção de moradores, que registraram imagens dos animais boiando e acionaram as autoridades ambientais.

O caso mobiliza a Prefeitura de Palhoça e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, que investigam as causas da ocorrência.

O que se sabe até agora sobre a mortandade de peixes

Equipes técnicas do IMA estiveram no local na segunda (23) e também na terça-feira (24), quando foram coletadas amostras de água para análise laboratorial. Segundo o órgão, trata-se, até o momento, de uma ocorrência pontual, sem indícios de ampliação da área afetada.

As análises laboratoriais devem ficar prontas em até duas ou três semanas.

Hipóteses investigadas

A apuração técnica preliminar aponta duas possibilidades principais:

  • Descarte irregular de pescado, possivelmente na região da Baía da Palhoça, com posterior transporte pela maré alta até o Rio Cuturno e o trecho urbano do Rio Imaruim;
  • Morte por causas naturais, considerando a sensibilidade da espécie encontrada a águas com baixa salinidade.

O IMA destacou que apenas uma espécie foi identificada entre os peixes mortos. Não foram encontrados exemplares de espécies comuns na região, como parati e tainha, o que, a princípio, afasta a hipótese de contaminação tóxica direta no rio.

Além disso, o volume de peixes é superior à capacidade do sistema fluvial local, reforçando a suspeita de que os animais tenham sido transportados de outra área.

Resultados preliminares

As medições realizadas no local indicaram:

  • pH neutro, variando entre 7,03 e 7,24;
  • Oxigênio Dissolvido (OD) entre 2,41 e 2,90 mg/L.

De acordo com o IMA, níveis de OD abaixo de 3 mg/L indicam baixa qualidade da água, situação já associada a lançamentos irregulares de esgoto doméstico na região.

O que diz a Prefeitura de Palhoça

Por meio da Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM), a Prefeitura informou que realizou vistoria no local e notificou a CIDASC, a Polícia Científica e o IMA para atuação integrada na investigação. Em nota, o município afirmou que, conforme avaliação técnica preliminar, a decomposição dos peixes não representa risco à saúde da população.

A administração municipal segue monitorando a situação e adotando medidas para minimizar impactos ambientais e transtornos à comunidade.

Há risco à população?

Segundo o IMA, até o momento não há informações que indiquem perigo à saúde pública. Ainda assim, por precaução, a recomendação é:

  • Evitar contato com a água do rio;
  • Não manusear os peixes encontrados;
  • Não consumir exemplares eventualmente recolhidos na área.

O monitoramento segue em andamento, e o protocolo técnico só será encerrado caso não haja novas ocorrências.

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