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Saúde

Anvisa aprova novo remédio para crises de epilepsia

Medicamento é indicado para adultos com epilepsia resistente a outros tratamentos

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Anvisa aprova novo remédio para crises de epilepsia | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Anvisa aprova novo remédio para crises de epilepsia | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratar crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente. O remédio, chamado Xcopri (cenobamato), é indicado para pacientes que continuam tendo crises mesmo após usar pelo menos dois tratamentos diferentes, situação que afeta cerca de 30% das pessoas com a doença.

Segundo a agência, o medicamento atua reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, o que pode diminuir a frequência das crises. Em estudos clínicos, quatro em cada dez pacientes que tomaram 100mg por dia tiveram redução de ao menos 50% nos episódios. Entre os que receberam 400mg diários, a melhora foi observada em 64% dos casos. No grupo que utilizou placebo, a redução foi de 26%.

Apesar da aprovação do registro, o medicamento só poderá ser comercializado após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). 

A eventual oferta pelo Sistema Único de Saúde dependerá ainda de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.

Entenda a epilepsia

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por alterações temporárias no funcionamento do cérebro, que provocam crises causadas por descargas elétricas anormais. No mundo, cerca de 65 milhões de pessoas convivem com a doença, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a estimativa é de que mais de 2 milhões tenham epilepsia.

A aprovação do medicamento ocorre durante o Março Roxo, campanha de conscientização sobre a epilepsia. O mês inclui o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março, que busca ampliar a informação sobre a doença e combater o preconceito enfrentado por pacientes.

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