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Laudo veterinário aponta lesões graves no cão Orelha

Documento oficial descarta acidente e não indica sinais de empalamento ou pregos

• Atualizado

Sofia Gonzalez

Por Sofia Gonzalez

Foto: investigação
Foto: investigação

O laudo de atendimento clínico veterinário do cão Orelha, obtido pela reportagem, aponta que o animal apresentava lesões graves na região da cabeça e da face no momento em que foi socorrido. O documento oficial também não registra sinais de empalamento, perfuração por pregos ou qualquer objeto semelhante, versões que passaram a circular nas redes sociais sem respaldo técnico.

Laudo veterinário aponta lesões graves no cão Orelha

O atendimento foi realizado no dia 5 de janeiro de 2026. O relatório foi assinado em 17 de janeiro, em Florianópolis.

Lesões descritas no laudo

Segundo o documento, o cão apresentava lesão grave na região da cabeça, principalmente na face esquerda, com:

  • inchaço em grau grave;
  • protusão do olho esquerdo;
  • sangramento bucal e nasal;
  • possíveis fraturas de mandíbula e maxilar;
  • ataxia generalizada (perda de coordenação);
  • dispneia (dificuldade respiratória);
  • bradicardia (batimentos cardíacos lentos).

Após procedimentos clínicos básicos para tentar reverter o quadro, o animal veio a óbito, conforme descrito no relatório.

Fake news desmentidas

O laudo não menciona a presença de pregos, perfurações compatíveis com empalamento ou qualquer objeto transfixando o corpo do animal. Também não há registro de ferimentos típicos de acidentes, como atropelamento ou queda, hipóteses que chegaram a ser levantadas de forma especulativa nas redes sociais.

As informações técnicas reforçam que as lesões estavam concentradas na região da cabeça e da face, incompatíveis com versões que apontam causas acidentais.

Documento integra investigação

O relatório veterinário foi anexado ao inquérito policial que apura a morte do cão Orelha e integra o conjunto de provas analisadas pelas autoridades. A investigação segue em andamento, sob responsabilidade da Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina.

Autoridades têm alertado que a divulgação de informações não confirmadas pode prejudicar o andamento das apurações e reforçam a importância de se basear em documentos oficiais e fontes técnicas.

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