Relatório do IMA aponta mais de 100 pontos impróprios para banho em Santa Catarina
De acordo com o IMA, 103 pontos não atendem aos critérios de qualidade da água estabelecidos pela legislação ambiental
• Atualizado
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou o relatório número 11 de Balneabilidade da temporada 2025/2026. Segundo o levantamento divulgado, 103 pontos classificados como impróprios para banho em Santa Catarina. De acordo com o IMA, esses locais não atendem aos critérios de qualidade da água estabelecidos pela legislação ambiental e apresentam risco à saúde dos banhistas.
O IMA explica que de forma geral, os pontos impróprios estão concentrados em fozes de rios, canais, lagoas, áreas com drenagem urbana e trechos com menor circulação de água, locais mais suscetíveis à contaminação após chuvas e ao aumento da população durante o verão.
Saiba como está a balneabilidade das praias de Santa Catarina
Sul de Santa Catarina
No Sul do Estado, vários pontos seguem impróprios, especialmente em áreas próximas a arroios e lagoas:
- Balneário Arroio do Silva: quatro pontos estão impróprios, principalmente próximos à foz do arroio e em trechos centrais da orla;
- Balneário Rincão: a maioria dos pontos monitorados na praia principal está imprópria, incluindo áreas próximas ao arroio, ao calçadão e em diferentes acessos da orla;
- Barra Velha: a lagoa do município e dois pontos da praia apresentam condição imprópria;
- Jaguaruna: não há pontos impróprios nesta semana;
- Laguna: apenas a Prainha do Farol aparece como imprópria, os demais pontos monitorados estão próprios;
- Passo de Torres: tanto a praia quanto o Braço Morto do Rio Mampituba seguem impróprios;
- Paulo Lopes: a Praia da Guarda do Embaú apresenta condição imprópria neste levantamento;
Vale do Itajaí e Norte do Estado
No Vale do Itajaí e no Litoral Norte, a situação é variável:
- Balneário Camboriú: apenas dois pontos estão impróprios, o Pontal Norte e a Lagoa de Taquaras. O restante da orla permanece próprio;
- Bombinhas: concentra um dos maiores números de pontos impróprios, incluindo praias de Bombas, Bombinhas, Morrinhos, Zimbros e Canto Grande (Mar de Dentro);
- Governador Celso Ramos: registra diversos pontos impróprios, especialmente nas praias de Palmas, Fazenda da Armação, Ganchos, Armação da Piedade e Antenor;
- Itajaí: dois pontos da Praia Brava estão impróprios, enquanto Cabeçudas e Atalaia permanecem próprios;
- Itapema: três pontos da praia central seguem impróprios, intercalados com trechos próprios;
- Itapoá: alguns pontos da orla e áreas de rio estão impróprios, incluindo o Balneário Brasília e o Pontal do Norte;
- Penha: a maior parte dos pontos monitorados está imprópria, incluindo trechos da Armação do Itapocorói, Praia Alegre e São Miguel;
- Porto Belo: dois pontos da Praia de Perequê seguem impróprios;
- São Francisco do Sul: vários pontos da Praia da Enseada e da Praia dos Paulas estão impróprios;
- São José: a Praia de Guararema permanece imprópria.
Grande Florianópolis
Na Capital e região metropolitana, o relatório mostra um cenário de contrastes:
- Florianópolis apresenta pontos impróprios em:
- trechos da Beira-Mar Norte;
- partes da Lagoa da Conceição;
- praias como Tapera, Canajurê, Joaquina, Ingleses (em pontos específicos), Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Itaguaçu, José Mendes, Matadouro e Jardim Atlântico;
- áreas próximas a rios, canais e lagoas, como no Campeche e na Armação do Pântano do Sul (foz de rio);
- Biguaçu: a Praia de São Miguel está imprópria;
- Palhoça: pontos da Guarda do Embaú (no rio) e da Praia da Pinheira seguem impróprios.
Por que esses pontos estão impróprios?
Segundo o IMA, a classificação de impropriedade ocorre quando há excesso de bactérias indicadoras de contaminação fecal, acima dos limites permitidos. Entre os principais fatores estão as chuvas recentes, que arrastam poluentes para o mar, lançamento irregular de esgoto, aumento da população flutuante no verão e baixa renovação da água em lagoa e canais.
A recomendação é evitar o banho nos pontos classificados como impróprios, principalmente nas 24 a 48 horas após chuvas intensas, e ficar atento à sinalização instalada nas praias.
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